segunda-feira, 15 de março de 2010

QUE MÚSICA VOCÊ SERIA?

Estava em dúvida sobre o que escreveria. Dois temas travaram uma disputa ferrenha pra ver quem se apresentaria no meu post: o mais recente escândalo em minha cidade, envolvendo padres que gostam de molestar e namorar meninos, ou o sutiã (ou a falta de...) da primeira dama francesa, que praticamente virou assunto a ser discutido na ONU. A reconstrução do Haiti, ajuda ao Chile, negociações com o maluco do Irã podiam esperar... o sutiã da primeira-dama clamou urgente.

O primeiro tema, assustador, porém corriqueiro entre uma confissão e outra, prefiri deixar quieto até ver aonde vai dar essa história. Depois prometo contar tudinho a vocês.
Portanto, os dois assuntos queimaram a largada e foram desclassificados.
Em substituição imediata eu trouxe a música.
Bravo!
Música é tudo de bom! Nem vou questionar aqui quem gosta do quê, o que é ou não de qualidade. Sou um ser inquieto porém tolerante, sou capaz de ficar horas ouvindo um som que não curto, desde que as companhias me sejam agradáveis.
Minha paixão por música herdei do meu pai. Ouvia música pra trabalhar, relaxar. Música na hora das refeições. Música, música... Na prateleira dele conviviam harmonicamente Fernando Mendes, Altemar Dutra, Ray Connif, Roberto Carlos, Caetano Veloso, entre tantos. Só se irritava com os “ia, ia, ia,iô, iô, iô Salvador...”, que segundo ele não queriam dizer coisa alguma.
Aí me vi pensando: Se eu fosse uma música, que música seria? A resposta ultra presunçosa não demorou a vir: Pétala, óbvio! Já comentei aqui sobre o meu amor desmedido por essa música e seu autor genial. Há uns poucos aninhos...rsrs... no meu aniversário de 15 anos (Gente, festa de debutante não, viu? Eu não tinha grana nem paciência pra tal), meu tio pausou o som pra discursar (misericórdia!), dizer pra todo mundo o quanto eu era especial e encantadora, e linda, e fofa... e tantas outras cositas absurdas. Eu olhava pra cara dos meus amigos que pareciam pensar: de onde surgiu esse doido que para a festa pra falar tanta bizarrice? Ele lá, empolgadão, se achando um senador republicano, partidário de...sei lá quem era o presidente americano da época. O fato é que o chão não se abria pra eu me enfiar, só me restava ficar rosadinha ao extremo. O tempo passava, o discurso rendia. Enfim, após intermináveis minutos, meu irmão e sua alma salvadora interrompe sutilmente o falatório colocando Pétala na “radiola”. 
Êxtase total de minha parte, e nem tanto dos meus amigos, que prefeririam os hits trashs da época, ao invés de MPB. Mas não tardou e a fuzaca recomeçou ao som de Ritchie, Rosana, Agepê (Mama, iô, iô, iô, mama...rsrs), Lionel Ritchie e Rockwell (“Knife, cuts like a knife...”). Misericórdia! Chega né?
Ah, mas é pecado deixar a nostalgia se fazer presente vez ou outra?
Reprimo a minha não.

Mas olha, adoraria que vocês amigos do meu core, me respondessem a pergunta abaixo quando viessem comentar:

QUE MÚSICA VOCÊ SERIA?

Beijões e juízo, crianças!




9 comentários:

  1. Eu seria uma agitadinha, porém calma.Pode???Pode sim,rsrsrbeijos,tudo de bom,chica

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  2. Eiii moça!
    Vim para agradecer todo o seu carinho e as palavras positivas. Estarei enviando a energia do PAI prá vc...e vamos sim, comemorar os nossos bons resultados! OBRIGADA!!!!
    Beijuuss n.c.

    www.toforatodentro.blogspot.com

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  3. Oi, amiga!

    AH! Eu seria tantas músicas...cada dia uma!...rsss
    Uma música para cada momento, para cada estado de espirito...indo do rock (adoro), passando pela MPB, blues, até chegar ao Pavarotti!

    Me diverti aqui, imaginando o discurso do titio...rsssssss

    Beijos
    Lia♥

    AH! Esqueci, pode enviar o texto do "infarto" aos teus amigos, viu?
    Quem sabe o povo acorda e vê que precisa tirar o pé do acelerador, né?
    Bjo

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  4. Há várias músicas que me expressam, como: cigano (Djavan), Chão de Giz (Zé Ramalho), Eduardo e Monica (Legião), enfim... Talvez eu seja o mix dessas músicas. Tem texto novo no Sub Mundos.

    http://submundosemmim.blogspot.com

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  5. Como vc citou Ritchie... rsrsrs... eu poderia sem a "menina veneno"... que tal? rsrsrsrs
    Beijos querida e parabéns pelo blog... cada dia mais bonito.

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  6. Amiga,amo muitas músicas,mas, a que quando começa a tocar e choro na hora quantas vezes ouvir é Maria,Maria do Milton nascimento na voz de Elis Regina. Não sei se seria essa música,mas, que já fui...Isso devo ter sido aqui ou em outra vida,porque ela entra direto no meu coração e me faz chorar uma emoção que não sei explicar com palavras,só chorar mesmo. Montão de bjs e abraços com graça

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  7. Tem gosto para tudo nesta vida, é uma questão de momento, afinidade, tem músicas para cada época, para cada coração...paz.

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  8. Hum... "vc não soube me amar"
    Não vc, mas eu que nunca soube amar, com desapego, com entrega, sem cobrança... além do que, esta música, nos idos de 1982 marcou meus momentos de entrada na vida de homem, até que "boy that's over day", como cantava o Ramalho... então a ligação com a música da Blitz não é, necessariamente, objetiva e,sim, emotiva, saudosista,subjetiva... vixe, deixa eu parar, pq já comecei a viajar...
    Do anônimo que não soube amar...

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  9. Oi, amiga, gostei desta sua narrativa dos 15 anos!

    Quanto à música que eu seria no momento: Soy como toda mujer, de Maria Martha Serra Lima. Em outros momentos seria os Nocturnos, de Chopin, em outros Chanson D'enfance, com Sarah Brightman... como vês, nada de barulhento em minha vida. Música pesada...Jamais.rsrs

    bjs e obrigada pelo teu carinho e tua visita.
    tais luso

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