quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Pétala





O seu amor
Reluz
Que nem riqueza
Asa do meu destino
Clareza do tino
Pétala
De estrela caindo
Bem devagar...

Oh! meu amor!
Viver
É todo sacrifício
Feito em seu nome
Quanto mais desejo
Um beijo, um beijo seu
Muito mais eu vejo
Gosto em viver
Viver!

Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim!!...

(Djavan)




NÃO HÁ MUITO O QUE DIZER ACERCA DESSA MÚSICA... A NÃO SER QUE É A MÚSICA DA MINHA VIDA... QUE É LINDA, PERFEITA... QUE ME FAZ CHORAR QUASE SEMPRE QUE A OUÇO ( COMO AGORA HÁ UNS MINUTOS...), QUE FOI A MÚSICA TEMA DA MINHA FESTA DE 15 ANOS, HÁ UNS POUCOS ANOS...RSRS... (NÃO AQUELAS FESTAS DE DEBUTANTES, PELAMORDEDEUS!...FESTINHA SIMPLESINHA, MAS BACANINHA...)


ENFIM...


DJAVAN É GÊNIO... E SER MEU CONTERRÂNEO É MERO DETALHE...RSRS.


PERCEBERAM QUE HÁ UM 'Q' DE PRESUNÇÃO NA ESCOLHA DO MEU NICK? SERIA EU A PÉTALA DO DJAVAN?
QUEM DERA!


MAIS BEIJOS PR'OCÊS!


PS: DOCTOR... OBRIGADA PELA AULA DE POST/VÍDEO...RSRS. BEIJO...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

MANOEL DE BARROS

Sobre Importâncias


Um fotógrafo-artista me disse outra vez: veja que pingo de sol no couro de um lagarto é para nós mais importante do que o sol inteiro no corpo do mar. Falou mais: que a importância de uma coisa nao se mede com fita méttrica nem com balanças nem com barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós. 
Assim um passarinho nas mãos de uma criança é mais importante para ela do que a Cordilheira dos Andes. 
Que um osso é mais importante para o cachorro do que uma pedra de diamante. 
E um dente de macaco da era terciária é mais importante para os arqueólogos do que a Torre Eifel. (Veja que só um dente de mcaco!)
Que uma boneca de trapos que abre e fecha os olhinhos azuis nas mãos de uma criança é mais importante para ela do que o Empire State Building. 
Que o cu de uma formiga é mais importante para o poeta do que uma Usina Nuclear. 
Sem precisar medir o ânus da formiga. Que o canto das águas e das rãs nas pedras é mais importante para os músicos do que os ruídos dos motores da Fórmula 1. 
Há um desagero em mim de aceitar essas medidas. Porém não sei se isso é um defeito do olho ou da razão. Se é defeito da alma ou do corpo. 
Se fizerem algum exame mental em mim por tais julgamentos, vão encontrar que eu gosto mais de conversar sobre restos de comida com as moscas do que com homens doutos.

(MANOEL DE BARROS)


LI ESSE LIVRO HJ, MEIO POR ACASO... ADOREI ESSA PASSAGEM PARTICULARMENTE (APESAR DE TER FICADO AINDA MAIS ROSADINHA COM UMAS PALAVRINHAS CONTIDAS AÍ...MAS QUEM SOU EU PRA CONTRARIAR O POETA?)
QUIS COMPARTILHAR COM VCS... 

BEIJOCAS...

sábado, 23 de janeiro de 2010

ME PERDOA?

O que fazer quando a gente comete uma besteira desmedida, e acaba magoando as pessoas? Pedir desculpas é o mínimo... Não tenho nenhum  pudor em pedir desculpas, espero jamais ter...



Ah, caramba! Vou aqui mais uma vez despir minha alma... então além de ansiosa, tensa, grossa... eis mais um item na minha enorme lista de defeitinhos: extremamente estabanada.

Me confesso, senhores padres de plantão...rsrs.

Lá na Netlog (site de relacionamento o qual vivo ensaiando pra fechar a conta e passar a régua) fiz uns amigos bacaninhas, que fazem o site ficar menos chato. Eu, no auge da minha inquietude, sempre que posso faço uma faxinazinha básica, removendo os contatos com os quais não interajo. Não vejo sentindo em deixar minha página megalotada de pessoas que não tenho a menor sintonia. Fiz isso essa semana, mas... eu, a tonta até a décima potência, acabei por remover totalmente sem querer um amigo muito querido, sendo ele uma das razões por eu ainda permanecer por lá.

Só me dei conta de tamanha estupidez quando fui na página dele deixar um recado, pq fazia uns dias que não o via online, então me preocupei... Fui inocentemente, quando vi que estava na lista negra dele. Rsrs... só rindo mesmo! Não entendi bulhufas... me veio um misto de desalento, frustração... fiquei perdidinha sem saber o porquê daquilo tudo, sem ao menos um aviso prévio. Não se acaba uma amizade assim, não é mesmo?

Eis que euzinha da silva é que o tinha removido e só naquele instante é que percebi a presepada.

Não sei se vou ser compreendida e perdoada. De qualquer forma, estou aqui de alma e core (parafraseando minha amiga Roberta), dizendo a ele que eu jamais faria isso com um amigo querido, sem ao menos dar uma satisfação. Passamos por turbulências ultimamente, mas aparamos as arestas, e nossos papos-cabeça-sem-pé-nem-cabeça tinham sido retomados naturalmente. Minha atitude mesmo involuntária me angustiou mais do que quando pensei ter sido ele a ter tomado a iniciativa de me remover.

Na verdade, acho q ele pensou q eu tava fugindo pra não pagar um jantar que havia prometido há algum tempo... né não! Lu... estou economizando, tenho um porquinho aqui cheio de moedas de R$ 1,00 especialmente pra essa ocasião.

Falando sério. Sinto muito mesmo ter acontecido esse mal entendido. Claro que vou esperar que tudo se resolva, mas sinceramente não sei o que acontecerá. Meu coração está angustiadinho, tristinho por tudo isso, princicipalmente por ter sido com alguém tão querido pra mim.

Me resta esperar e compreender caso as coisas não se resolvam do jeito que espero.

Lu... te gosto um tantão.
Desculpa por esse equívoco desastroso.
Desculpa se te magoei.

Beijos... e te cuida!

"No dia em que o peso amortecer-se
Sobre teus ombros e tropeçares,
Que a argila dance para equilibrar-te.
E, quando teus olhos congelarem-se
Por trás da janela cinzenta,
E o fantasma da perda chegar a ti,
Que um bando de cores
Índigo, vermelho, verde
E azul-celeste,
Venha despertar em ti
Uma campina de alegria.
Quando a vela se esfiapar no barquinho
Do pensamento, e uma coloração
De oceano escurecer abaixo de ti,
Que surja por sobre as águas
Uma trilha de luar amarelo
Para levar-te a salvo para casa.
Que o alimento da terra seja teu,
Que a claridade da luz seja tua,
Que a fluidez do oceano seja tua,
Que a proteção dos antepassados seja tua.
E, assim, que um lento vento
Teça estas palavras de amor
À tua volta, um invisível manto,
Para zelar por tua vida."

(John O'Donohue)

poema sutilmente usurpado do blog da minha amiga Graça... achei lindo. 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

OXENTE!!!!!!!!!!!!!!!


Eu nao sei postar vídeo nesse troço!
Meu amigo mais lindo de Magé, Roni, bem q tentou me dar aulas de blogosfera mas foi em vão! Putz! Acho q foi minha chatice profunda que contagiou aqui...ou fiquei ainda mais chata pq reinei tanto nesse troço e não consegui evoluir! Mas painho e mãinha sempre me disseram pra ser comportadinha e nao falar palavrão. Meu pai dizia, ao me ouvir bradar alguns pequenas gentilezas ao avesso: "tá rezando, fia?"
Ninguém diga que é TPM... minha tensão é constante. Rsrs... Sou uma mulher tensa, ansiosa...
Misericórdia!
Olha aí eu tirando a fantasia. 
Como posso ser tão tosca e me despir assim diante de vcs? 
Não deveria eu manter essa imagem de boazinha forever?
Rsrs...
Amores, sem mais por hoje.
Curtinha e grossa.


Beijos dessa ácida que vos ama.

domingo, 17 de janeiro de 2010

SOBRE SER DIFERENTE

 A Princesinha das Perninhas de Pau


Antes mesmo que completasse 1 aninho de idade, a princesinha rosada tornou-se especial. Sendo a primeira menina depois de uma série de 6 machos na família, normal que a tratassem como uma princesinha e fosse mimada e paparicada por todos, afinal, sua chegada tinha sido ansiosamente esperada.


Numa barulhenta noite de São Pedro, assustou-se com os fogos incessantes, típicos da época. Acordou chorando e até esse momento ninguém imaginava que sua vida havia começado a se delinear de fato. Percebeu-se que já não se sustentava mais de pé no bercinho, como antes fazia. Suas perninhas gorduchinhas a traiam... O diagnóstico não tardou: Paralisia infantil! Sua perninha direita, mais especificamente, perdera os movimentos.

Foram sucessivas consultas, a busca incansável por um médico que contestasse o primeiro diagnóstico, mas não! Era mesmo aquilo. A princesinha se tornara paralítica.
Até seus 4 anos de idade, não soube o significado da palavra andar. Foi morar ‘temporariamente’ com os avós porque o irmão mais novo estava doente e a mãe não daria conta de duas crianças carecendo de tanta atenção. As tias maternas, prestativas, lançaram: ‘deixem a bichinha aqui só enquanto o irmãozinho melhora’. E lá ficou sua vida inteira.

Aos 4 anos aprendeu a andar. Arranjaram-lhe um par de muletinhas de madeira, após várias tentativas de lhe enfiarem numa daquelas horrendas pernas mecânicas... os robôs não estavam tão em foco naquela época, seria uma bizarrice.

O fato é que a princesinha rosada foi crescendo assim, tentando compreender o porquê de ser diferente.
Não sabia a razão de todos a olharem com olhos piedosos, como se quisessem tomar pra si suas dores. Mas... que dores? Sentia todas as vontades e manhas de uma criança ‘normal’. Á medida que as situações iam surgindo, ia se adaptando. Nem mais se importava quando, a caminho da escola, as pessoas paravam pra cumprimentar suas tias e se admirando com a pequena, ouviam das tias: “ela é ‘assim’ mas é muito inteligente”. Em sua cabecinha inocente, não entendia o porquê desse diálogo. Estudava na escola onde suas tias praticamente eram fundadoras, então não havia como fugir das cobranças em ser a melhor da turma, a mais inteligente, afinal, teria que compensar aquele ‘pequeno defeito’.

Esse tipo de situação foi podando a personalidade da menina. Era muito pra uma criança sentir-se forçada a ser a melhor, a superar os outros como se fosse culpa sua ter que carregar pra sempre suas muletinhas. Tornou-se acanhada, com uma enorme vontade de ser invisível. Mesmo assim, no seu mundinho imperfeitinho, não foi uma criança infeliz...nem que tentasse teria conseguido ser infeliz.

Eis que a adolescência... com sua urgência mordaz, se faz presente. Agora era uma mocinha. E os sentimentos, percepções, sensações continuavam afloravam, como em  qualquer garota de sua idade. Intimamente, recusava a pressão para que se sobressaísse entre os demais. Não queria ser melhor, a mais inteligente, a especial. Queria ser apenas compreendida em suas inquietações. Começara a perceber, porém, que o mundo, sociedade, o diabo à quatro, exigia das pessoas ‘diferentes’ que elas fossem geniais em algum aspecto. Ela definitivamente não era, melhor ainda, não tinha a pretensão de ser. Recusar essa oferta de encontrar em si uma genialidade que em absoluto existia, foi a maneira que encontrou de se fazer imperceptível, ainda que chamasse a atenção com suas ‘pernas’ de madeira por onde quer que fosse.

Apesar desse seu recolhimento ao seu próprio mundo, sempre teve uma facilidade absurda em fazer amigos. Era sempre escolhida a conselheira, o cupido da turma. Com o tempo, porém, foi se dando conta de que o cupido não advogava em causa própria. O preço que a vida lhe cobrou por bancar a melhor amiga de todos, inclusive dos meninos. Quisera ser invisível? Havia conseguido!


Assim se descobriu querendo pra si todos os sentimentos do mundo, querendo experimentar as sensações que a vida lhe oferecia como num cardápio.


A mocinha se tornara uma grande preguiçosa. Entre experimentar tais sensaões e sair de sua zona de conforto, escondidinha, protegida em seu casulo, imuni à às possíveis frustrações, . escolheu a segunda opção. Permaneceu no seu comodismo um tanto covarde.


Porém, tornou-se mulher. Sair do casulo foi inevitável.

A vida adulta não poupa ninguém. Isto compreendido, lá foi a moça, a essa altura bem acomodada nas suas perninhas de metal, buscar o pão de cada dia. Uma nova pergunta passou a fazer parte do seu cotidiano: "Porque você não se aposenta? É uma judiação deixarem uma pessoa assim trabalhar, com tanta gente por aí ganhando sem fazer nada...” Putz! Melhor ser surda (ops! perdoem o pensamento politicamente incorreto) do que ouvir tamanha bobagem. A eles nenhuma resposta, a nao ser um sorrisinho no melhor estilo "oi?" e se continha pra não dar uma resposta ‘estilo Saraiva’. Pobres ignorantes...


Nunca quis ser referência de deficiente modelo (mas uma vez o termo politicamente moderno se apresenta). Por que é isso que as pessoas esperam dos portadores de necessidades especiais, a tal genialidade já citada. Tem que ser muito bom em alguma coisa, ser parâmetro de potencialidade. Esperem dela apenas a normalidade... Já está de boníssimo tamanho. Não gosta de se propor a fazer algo apenas pra provar pras pessoas que é capaz. 


A moça da perninha de metal gosta de contrariar um tanto as expectativas de comportamento.


É um ser humano comum, recheada de defeitinhos que compõem as pessoas comuns, com anseios, frustrações,alegrias, emoções enfim, que moldam qualquer ser humano, use ele muletinhas ou não..


Volta e meia ouve das pessoas que tem que parar de ser autopiedosa, se maldizer, enfim. A vida é linda, maravilhosa, que ela é capaz, tem que ser feliz, mostrar a cara pro mundo e um monte outras frases bacanérrimas gentilmente cedidas pelos livros de autoajuda (ela detesta livros de autoajuda).


Claro que tudo isso é verdade. Parafraseando Almir Satter, “cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz...”, não importa quantas pernas ou braços esse ser tenha funcionando. Mas a personalidade da pessoa é que determina como ela se comporta em determinadas situações. Não adianta cobrar arrojo, coragem, determinação de alguém cujas características fogem disso. O fato de se querer simplesmente esperar pra ver no que as coisas vão dar, não significa necessariamente que esteja se autopiedando.


Para ela, as limitações surgem na vida de qualquer um, com maior ou menor intensidade. As suas, tenta superar, com uma certa dose de drama, melindre (isso é o que dizem, que é dramática e melindrosa, entre outros adjetivos), e o que alguns muitas vezes denominam de lamentação, ela atribui ao seu jeito próprio de levar a vida atualmente, correndo menos riscos, numa espécie de autodefesa, o que obviamente não lhe impede de dar altas cabeçadas. 

Não se imagina sem amar. E como ama essa mulher! E como muitas vezes ama errado essa mulher! Quer acolher a todos no seu tonto coração, esquecendo que deve dar o direito ao outro de querer ser ou não acolhido.

Numa porção louca de inúmeros defeitos e qualidades, se compõe. Ainda se permite acalentar sonhos. Ainda segue a espera do seu final feliz. 

(M. Lima)











"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo..."


(Fernando Pessoa)


domingo, 10 de janeiro de 2010

AMIZADE É...



Nesses quase dois anos de ‘navegadora’ (porque antes eu mal sabia o que era um mouse... jamais havia freqüentado uma lan house...pasmem!), tenho vivido situações intensas por aqui.
Sei que andam banalizando a palavra AMIZADE, é fato. Eu mesma fiz isso, achando que bastava conhecer alguém através de Orkut, MSN, sites afins, e pronto! Havia uma amizade estabelecida. Ledo engano! Como dizemos aqui no Nordeste, a rapadura é doce mas não é mole não.
Bom, eu poderia postar hj um repúdio contra as pessoas mal intencionadas, que abusam da nossa boa fé. Aconteceu comigo, roubaram de mim muito da credulidade que eu tinha nesse sentimento que pra mim é sagrado.
No entanto, vou preencher meu tempo e espaço mostrando que por aqui também acontecem coisas positivas, encontros de alma, AMIZADE genuína, desprovida de qualquer interesse.
Minha homenagem se dará através de fotos belíssimas tiradas por uma amiga maluquete, que ainda não se decidiu sobre ser mineira ou baiana, cuja cumplicidade tive o prazer de passar a compartilhar há alguns meses. Por ela ser um tanto quanto convencida, não vou ficar a rasgar seda desnecessariamente. Basta dizer que é impossível não percebê-la, tanto é o seu carisma e desprendimento em acolher os amigos.
Enquanto espera o seu adoçante de alma acabar de dançar tango, sai pelas manhãs de sábado a fotografar a paisagem belíssima de Nova Viçosa, na Bahia. Aí, sobre livre e espontânea pressão, cedeu algumas pra eu enfeitar meu post... rsrs.. brincadeirinha gente, foi pura generosidade da maluquete.
Especialmente hoje ela não está legal, esse foi a forma que encontrei pra dizer que vou estar sempre por aqui, ombros à postos, pronta pra ajudar no que me for possível.
Acostumem-se! AMIZADE é um tema que vou falar incansavelmente. Mesmo que tentem me roubar a credulidade, insistirei mesmo assim.
Beijos a todos... os que amo e os que estou ainda aprendendo a amar.
Semaninha perfeitinha pra vcs!


Essa é a minha preferida... mágico o encontro das nuvens com a água.



Não entendo bulhufas de fotografia, apenas gosto.
Mas está incrível essa imagem acinzentada do início da manhã



Olhem q belíssima imagem!


Muito bonitinho o par... será um casal?




Essa foi tirada especialmente pra mim. Obrigada, maluquete!



 "Minha jangada vai sair pro mar...". Salve Dorival Caymmy!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

CONTO SONHADO







Desnecessário dizer como chegamos... ou geograficamente saber onde estamos.
            É uma fria e aconchegante noite de sexta-feira. Na sala quase vazia apenas um tapete coberto por muitas almofadas coloridas, ao contato da lareira imponente a nos aquecer.
            Peço que me leias poemas... antes que mal terminasse a frase, te jogas nas almofadas, recostado, perninhas sobrepostas do jeito que costuma posar nas fotos, olhinhos brilhando a cada palavra devorada, põe-se a ler Neruda. Lindos poemas que se tornam mais enlevados ao som de sua voz de poeta. A mim me resta admirar... Tento me conter e fechar os lábios tal é meu encantamento. Sem que eu precise pedir, tiras os olhos do livro por instantes, como se percebesse que algumas coisas ditas pareceram sem sentido pra mim... então vens com tua costumeira generosidade, fazes com que eu entenda o contexto do que foi lido. Deitada, de lado, cotovelo apoiado a uma almofada, silencio e me deixo embeber pelo momento mágico.
            Não nos damos conta do tempo passando... paramos os poemas, ao menos os do Neruda. Agora tu me falas de tuas poesias, aquelas contundentes, aquelas que te fazem ser um homem totalmente fora do comum. És um poeta. Poetas tem alma especial Falamos de vida, nossas vidas. Rimos, implicamos, descobrimos mais e mais afinidades. Tudo está uma delícia, e uma delícia regada a um bom vinho, especialmente escolhido por ti, pra brindarmos... a nós... à amizade, aos encontros... a todos os bons sentimentos. Percebemos que o dia já dá sinais de que vem surgindo... agora não controlamos mais o sono. Adormeces com o livro debruçado sobre teu peito, lindo! Fico te observando, como se tivesse a velar teu sono. Mas não resisto muito tempo. Em meio a sentimentos e pensamentos que me confundem, adormeço ao seu lado, receando que ao acordar, tudo terá sido apenas um inebriante sonho...que imaginei.




Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

IMAGEM EM POESIA... E VICE-VERSA...

POESIAS SEMPRE FAZEM BEM À ALMA,  PRINCIPALMENTE QUANDO ESTÁ INQUIETA E UM TANTO ANGUSTIADA COMO A MINHA HOJE. 
POR QUE? NAO SEI... APENAS ESTOU. 
DECIDI  NAO PARAR PRA PENSAR MUITO NAS RAZÕES, E TENTAR USAR ESSES FRAGMENTOS DE POESIA PRA ME FAZER SENTIR MELHOR.
EU ATÉ JÁ TINHA POSTADO, AÍ MINHA OSCILAÇÃO LIBRIANA NAO GOSTOU MUITO DO RESULTADO... 
EIS QUE UMA AMIGA, GRAÇA, PEDIU-ME PRA POSTAR NOVAMENTE...
ENTAO CÁ ESTÁ!
AOS DONOS DAS IMAGENS, DESAVERGONHADAMENTE USURPADAS DE SUAS PÁGINAS, PERDOEM-ME,
MAS NESSE MUNDO DE LOUCO PARECE QUE TUDO É PERMITIDO.
ACEITO QUEIXAS.

BEIJOS, BOA SEMANA...
ADORO QUANDO VCS APARECEM...


Fabrício Carpinejar





























                                                   Paulo Leminsk






















                                                            Mário Quintana