sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

SOBRE SORRIR COM OS OLHOS



Não há em mim a menor pretensão em ser poetisa. escritora. Talento pra isso me falta e muito. Sou apenas alguém cujas palavras insistem em saltar sem que eu menos me dê conta. Parecem ter vida própria as danadas.Quando percebo lá estão elas, espontâneas, emotivas, desconexas, palavras apenas...

Me encantam as palavras. Me encantam principalmente quando vem de uma forma inesperada. Hoje minha alma foi deliciosamente adoçada com uma única frase, com uma singeleza que me aqueceu o coração.

ADORO O SORRISO DOS SEUS OLHOS.

Como assim “o sorriso dos meus olhos”? Pensei eu cá com meus botões que fielmente tem me escutado em dias inquietos. Então tenho olhos felizes? A observação, sob o meu conceito puramente poética, me foi feita por um adorável amigo, acerca de uma foto dessa literalmente fofa que vos escreve.

Não vou aqui ficar tentando provar que meus olhinhos sorriem. Isso seria presunçoso de minha parte. O que me importa aqui é a frase... linda, espontânea, com uma percepção que apenas as pessoas mais sensíveis são capazes de ter. Agradeci, mais rosada impossível, ainda que o comentário tenha sido feito através de uma tela de computador, e fiquei o resto do dia a matutar sobre isso.

Meus olhos sorriem!

Antes que minhas palavras impertinentes me saiam e estraguem a beleza da frase, encerro o post lindamente com um poema que me encanta. Perdoem se soa um tanto melancólico... Mas a vida às vezes nos leva à caminhos melancólicos, cuja intensidade não podemos determinar ou prever.
Aliás, o poema nada tem a ver com olhos... que sorriem. 
Só pra constar!

Apreciem Manuel Bandeira.
Roubando descaradamente a despedida de minha amiga Elaine:

Montanhas de beijos!









A ESTRELA

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alta luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.

Manuel Bandeira






sábado, 20 de fevereiro de 2010

VIVA 20 DE FEVEREIRO!!!

Hj é dia de festa.
Dois amores da minha vida estão fazendo aniversário.
Portanto, aqui declaro não apenas meu amor imenso e eterno a esses seres, como também digo da minha admiração e honra por tê-los em minha vida.
Certamente minha vidinha mais ou menos é mais feliz por isso.

Gisele, minha irmã caçula, pra mim sinônimo de mulher forte, ainda que sensível... chorona, brigona (meu pai inventou de dizer que quando um muleque criasse caso, poderia dar um chute no meio das pernas do cabra correr pro lado dele que tava garantido...ela levou a sério demais os conselhos dele). Ninguém brinque com a TPM dela, o melhor mesmo é manter uma distância considerável nesses dias, pq uma onça é mais dócil. Sua essência é, no entanto, de um ser especial. Aquela que sabemos poder contar nas situações mais improváveis. A mãe mais extremada do universo. Amiga, parceira, sensata (exceto quando está de TPM, óbvio), um belíssimo ser humano... e se virarem-na do avesso, a beleza será ainda maior. Esse é meu bb crescido, a qual derrubei duas vezes quando criança (sem querer), belisquei outras vezes (escondido do meu pai, óbvio), cuja ausência em minha vida eu jamais poderia suportar.

Wendell, o amor mais amigo que alguém poderia ter. Já é figurinha carimbada nas minhas escrivinhaçoes. Todos sabem o quanto amo esse cara, e o bom  é saber que esse amor é recíproco. O amor na sua melhor nuance, aquele que não cobra, que compartilha, que doa. Hoje mais uma vez fiquei um tanto borocoxô ao conversarmos, me senti impotente e meu desejo de por uns instantes me transformar numa fada madrinha não surtiu efeito. Queria eu poder fazê-lo se sentir em paz, com esperança e tirando o melhor dos fragmentos de felicidade que por ventura surgissem. Mas minha amizade, meu ombro, minhas palavras nem sempre pertinentes, meu abraço fofo, meu cafuné (com sua cabeça girando sob minha mão espalmada), ah... isso ele sempre terá.

Um eterno brinde ao dia 20 de fevereiro.
Um eterno brinde às pessoas que amo...

E que eu nunca me canse de amar!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

CINDERELA DO SAMBA

Ninguém compreendia essa sua urgência em viver o carnaval.
Comentavam pelos cantos sobre o absurdo de uma pessoa que passava o ano inteiro fazendo mágica pra sobreviver com o pouco que recebia em suas faxinas diárias, gastar tanto numa fantasia.
Não se importava com os falatórios. Durante todo o ano economizava, guardava cada tostão que podia sonhando em como estaria plena na avenida.
Se quisesse, poderia sair com uma fantasia melhor. Era só aceitar o convite do diretor da ala ‘Um Sorriso No Caminho’ para lhe fazer companhia depois que todos fossem embora da quadra, após o ensaio.
Há tempos ele insistia. Há tempos ela se fazia de desentendida, desde a época em que faxinava na casa dele e tinha que contornar qualquer tentativa de aproximação, afinal a esposa dele sempre a tratara com muita consideração, ao contrário da maioria das esnobes senhoras pra quem prestava serviço, que praticamente não a enxergavam.
Não cedeu às investidas. Não queria confusão pra si. Além do mais tinha esperança de reatar com seu amor que estaria de volta à cidade justamente no dia do desfile.
Finalmente era chegada a hora. Arquibancadas lotadas. Começou a imaginar que tudo aquilo era pra ela, era sua hora de soberania. Seu corpo mulato cintilava coberto de purpurina. A fantasia minúscula ganhava ares de exuberância face a sua beleza genuinamente brasileira, que só era enaltecida em épocas de carnaval.
Na concentração, os tambores já ensaiam os primeiros roncos. Ansiosa, espera o início do desfile, seu momento de rainha. Era hora de esquecer dos problemas do dia-a-dia. Ali não haveria patroas, reclamações, ônibus lotado, contas pra pagar. A harmonia da escola contagiava o público presente e ela se deixou contaminar por essa alegria. A cada passo, se entregava mais ao samba cujo amor lhe dedicava desde menina.
Uma hora e meia. Esse foi o tempo exato do seu sonho. Na dispersão encontrava-se em estado de êxtase, felicidade absoluta. Havia valido a pena cada centavo gasto com muito sacrifício. Exausta, recostou-se num dos carros alegóricos que acabara de parar, quando sentiu um leve toque no seu ombro.... Seu coração parecia querer saltar do peito ao virar-se e se deparar com ele, seu amor. Ele realmente havia voltado.
Ao vê-lo sorrindo, não teve mais dúvidas. Agora sim, tudo estava perfeito.




Por: Milene Lima

sábado, 13 de fevereiro de 2010

ENFIM ME VEJO!

Ufa!!!

Enfim acho que tive um encontro bacana com um template.
Vocês não achavam que era sem propósito o título do blog, ne? Inquieta é uma coisa que sou ao extremo, ao ponto de me irritar em muitos momentos. 
Consegui, finalmente, colocar algo que eu veja e goste do resultado... não sei por quanto tempo! Mas o doutor tem razão, as templates refletem um pouco de nossa perfil, ficar mudando toda hora acaba confundindo as pessoas... Pensando bem, será que era essa a minha intenção, ocultar minha alma?

Rsrs... De jeito nenhum! Apenas as oscilações de uma libriana legítima. Agora, vou aonde esse fusquinha quiser me levar... 

Alguns posts tem um tal plano de fundo os quais entraram totalmente sem serem convidados, e não consigo minimizar os efeitos, pois não há uma cor que sintonize com a cor padrão da template. Como são posts que gosto e não quero me desfazer, aí ficarão, assim, manchados...rsrs.
Perdoem essa vossa amiga que apenas engatinha na blogosfera.


AH, O CARNAVAL!

Fiz uma velocíssima viagem no tempo agora. Me remeti ao carnaval de minha infância, cujas brincadeiras eram de uma ingenuidade tocante. Todos virávamos monstrinhos, naqueles 3 dias podíamos nos exceder. O ápice brincar de jogar maisena (ops! devo ser politicamente correta e falar ‘amido de milho’?), que misturada com a água que saía de nossas garrafinhas coloridas, resultava numa melequice indiscritível. As tais garrafinhas coloridas... nem lembro o nome... Fui tentar uma averiguação com alguns amigos mas nenhum lembrou mais da dita cuja. Ou seja, é o preço que se paga por ter 40 anos e ser cercada de amigos mais jovens. Com os ‘véios’ como eu não consegui falar antes de postar, e minha inquietude gritante não me deixou esperar.

Saudosista, eu??? Talvez um pouquinho. Há algum problema em se ter saudades de coisas boas?

As garrafinhas, a maisena, as máscaras q nós mesmos fazíamos, o corpo pintado, a alegria inocente de poder ter um comportamento ‘marginal’ ainda que ingênuo, vem agora em minha memória trazendo junto consigo a lembrança de um tempo em que era possível ser apenas criança.


Boa folia ou bom descanso... do jeitinho que melhor lhe convier.

Beijos inquietos.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

PAUSA PARA A POESIA















ATRASO PONTUAL













Ontens e hojes, amores e ódio,






adianta consultar o relogio?





Nada poderia ter sido feito,





a não ser o tempo em que foi lógico.





Ninguém nunca chegou atrasado.





Bençãos e desgraças





vem sempre no horário.





Tudo o mais é plágio.





Acaso é este encontro





entre tempo e espaço





mais do que um sonho que eu conto





ou mais um poema que faço?


(Paulo Leminski)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

EURECA!

Aleluia!!!!!!!!
Eu e template, template e eu resolvemos tornar nossa relação mais harmônica.
Não é que enfim consegui colocar um?
Por favor nao se espantem com tanta cor, nao é definitivamente uma homenagem ao carnaval...
Tive q colocar uma que harmonizasse com o banner, entao eis que surgiu esse arco-íris inquieto, todo enrolado.
Bom... farei novas experiências até achar algo que me aquiete um tantinho.

Lu, obrigada pela oferta de ajuda... 

Amigos todos, beijos!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

HUMANIZAR OU DESUMANIZAR, EIS A QUESTÃO!

“Eu só queria aprender a desumanizar um pouco essa minha relação com o mundo virtual, como todo mundo faz... Um dia consigo? Bom sábado pra vc...”


Esse recado mega dramático enviei por torpedo hj cedo pra alguém que me é muito querido. Descabido, sem noção, inoportuno...


Tivemos agora um papo longo sobre humanização e desumanização no mundo real e virtual, suas diferenças, prioridades, enfim.


Ele adora me instigar, me fazer falar... é filósofo o rapaz, então já viu, né? É papo que não acaba mais.


Chegamos a conclusões diferentes, eu acho que preciso mesmo me desumanizar um pouco virtualmente, ele acha que não.


Bom, pra história acabar ainda melhor, vou postar um vídeo bacanérrimo de uma música linda, que esse moço adora, e um dia falou que deixava a música ser minha também.


Generoso ele.
Mas fica toda hora mudando de ideia e querendo a música de volta. No máximo eu divido, mas não devolvo nao!


Acho que não vou desumanizar não... né?
Melhor assim, sentindo. Sentir é bom pra caramba! Mesmo quando o sentimento não é assim tão bom... vai entender essa filosofice ‘cabeça-sem-pé-nem-cabeça’.


Mas é que se eu desumanizar, como vou mergulhar na alma das pessoas???? Aí fica sem graça demais. Não seria eu sem ser assim, chatinha, um tanto inconveniente... porém ninguém há de me acusar de superficialidade.


Bom... vamos ao vídeo, cuja música ganhei de presente.
Linda!


Obrigada, moço!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

RELAXA, PRESIDENTE!




A hipertensão do Presidente, diagnosticada na semana passada, provocou um escarcéu tão da gota serena que não sei o porquê de tanta presepada. Só faltou plantão do Jornal Nacional, de resto, teve de um tudo.

Genteeeeeeeeeee... era só ter colocado um captopril embaixo da língua do homem, fazer ele ficar meia horinha quietinho, sem pensar em se tornar o estadista mais polular do planeta, e pronto, tudo resolvido!

Será que isso foi peso na consciência, vendo um pedaço do Brasil se acabando em água e ele posando de generoso com pátrias alheias? Ah, tem essa frescura, né? Quando acontecem essas coisas aí os governos ficam empurrando a responsabilidade um pro outro. O municipal fala que a culpa é do governo estadual, que por sua vez joga a batata quente pro federal. Enquanto isso, o povo continua se lascando, saindo pra trabalhar sem saber se volta pra casa de ônibus ou bote inflável.

Foco, Milene... foco! A questão aqui é a ilustre chegada do Presidente ao mundo dos hipertensos...

Vendo tudo, pensei cá com meus botões: bem q Lulinha paz e amor poderia ter ido num Posto de Saúde do SUS, né? Tipo, enfrentar uma fila gigantesca, de madrugada, pra pegar uma senha, correndo o risco de nem conseguir. E mesmo depois de todo o sacrifício ser comunicado que o estabelecimento está sem os remédios pra hipertensão.
Aí sim a pressão do companheiro molusco subiria.

Presidente, é assim mesmo, depois piora!