sábado, 30 de outubro de 2010

MEMÓRIAS DE ALGODÃO

Minha memória é meio ingrata, esconde de mim mesma coisas que adoraria compartilhar, mas sozinha, sem ela não consigo. Pensamentos que se encontram fragmentados e vez em quando tento juntar os pedacinhos. Uma amiga me diz que esse meu desencontro com ela, a memória, se dá em função do uso de adoçante artificial... Os componentes do dito cujo são agressivos por demais. Deve mesmo ser isso...
Enfim, embora fragmentados, os pensamentos de minha infância me trazem uma saudade gostosa, me fazem abrir um riso nostálgico e feliz. Remeti-me ao tempo em que meus pais moravam em fazendas alheias, em povoados da região. As férias eram aguardadas com muita ansiedade, lá era o meu destino, brincar com meus irmãos e primos era algo que me causava um prazer indescritível. Meu tio, a quem todos lá de casa chamamos até hoje de padrinho, por ser um dos meus irmãos afilhado dele,  sempre levava meu pai pra trabalhar aonde ele estava, então era uma farra todos nós juntos. Eu devia ter uns sete anos, uma prima já adulta descia do ônibus comigo no colo e todos, primos e irmãos, iam nos receber com olhos admirativos e felizes. Eles não compreendiam muito bem o porquê de eu não conseguir caminhar com minhas próprias perninhas, me enchiam de perguntas, mas logo tudo se transformava em brincadeiras extasiantes. Lembro que numa dessas fazendas – foram pelo menos quatro – não havia energia elétrica. A mim, rata de cidade, era tudo muito surreal. Cada minuto ali me fascinava, cada descoberta, cada susto com os sapos enormes, aranhas caranguejeiras e outros bichinhos adoráveis que encontrávamos nos arredores ou dentro de casa.
Já maiorzinha e causando menos espanto, lembro com felicidade da pequena plantação de algodão existente na casa de uma vizinha, numa dessas fazendas. Era delicioso colher o algodão do pé. Presenciar o milagre da natureza sem compreender como aquilo podia acontecer. De que forma aquele troço, macio, clarinho, podia nascer ali, sem um invólucro, sem uma caixinha pra o proteger depois que desabrochasse? Indagávamos isso sem obter resposta alguma, mas não nos importava. Eu me sentia a própria camponesa, não me cansava nunca.
Nessa mesma fazenda, localizada numa área já mais urbanizada, aos sábados seguíamos, todas as crianças, cortando fazenda adentro em meio as plantações de fumo, em procissão rumo à casa do patrão de nossos pais para assistir Daniel Boone - por Deus, alguém aqui faça a gentileza de lembrar desse seriado - A sala do homem ficava abarrotada de tanto menino buchudo, mas todos razoavelmente educadinhos. Televisão, até mesmo pra mim que morava na cidade, era um sonho distante, então ficávamos concentrados, aproveitando cada instante dessa viagem ao mundo do nosso imaginário. Depois de uma boa caminhada de volta pra casa, íamos praticar o que vimos no seriado. Nos quintais enormes dividíamos espaço com as galinhas para brincar de mocinho e bandido. Os meninos, mais ousados, subiam ao topo das árvores e lá trocavam tirinhos em forma de “pijum”, brincadeira imprópria aos olhos dos politicamente chatos, mas naquela época isso não implicava em coisa alguma na nossa personalidade. Não era algo agressivo, mas sim a fantasia de crianças que não dispunham de muitas opções de divertimento. Nossa imaginação era nossa fábrica, e como elas produziam! Brincávamos de fazendinhas e tínhamos enormes boiadas, feitas com mangas verdes, pequeninhas, que não vingavam e caiam prematuramente do pé. Colocávamos palitos de fósforos para serem suas patas e pronto, estava montada a boiada.
A noite chegava e nos encontrava exauridos e plenos. Mas ainda havia tempo pra brincar na frente de casa, no “terreiro” como ainda é comum se ouvir por aqui. Barra, boto, rouba-bandeira, anel... Cada dia uma novidade a compartilhar. O tio/padrinho, exímio contador de histórias, nos entretinha com suas anedotas e desafios. E dormíamos feito anjos. E logo o dia nasceria para nos conduzir a novas aventuras.
Ainda é possível fechar os olhos e sentir a maciez daquelas bolinhas de algodão que colhi como se fossem minúsculas nuvens caídas do céu.
Sou grata à vida por isso... 
E por muito mais.


Beijos de uma pétala saudosa, porém feliz.



quinta-feira, 28 de outubro de 2010

PEÇA AJUDA AOS UNIVERSITÁRIOS


Céus!
Que mundo é esse em que vivemos?
Certas horas eu gostaria de não me importar tanto, quem sabe ser alienada, insensível me rendesse menos dissabores.
Passeando pelos blogs dos amigos, me deparei com o Adriano indignado sobre uma determinada matéria que teria lido no site da Revista Época. Depois do seu desabafo, deixou um link para quem quisesse conferir a aberração, mas que fosse certo de que iria passar raiva.
Nesse ponto discordo do Adriano, mas só um pouquinho. Duvido que todos os leitores da tal matéria se indignem tanto assim. Muitos seres de almas toscas se divertem tanto quando os cretinos que arquitetaram o “evento”.
Pois bem, trata-se de um trote universitário, mais precisamente um rodeio, onde os animais a serem montados são garotas gordinhas (bem mais que gordinhas). As bestas humanas agarram as garotas e as montam, sendo vencedor aquele que conseguir ficar mais tempo sobre elas, pois obviamente as meninas ficam lutando pra se livrar de tamanha humilhação. Quem quiser mais detalhe dê uma clicadinha no link e leia toda a matéria... De antemão respiro aliviada por não ser universitária na UNESP de Araraquara, pois correria seríssimo risco de ser literalmente montada por esses gênios... Tragicômico!
Os moços são todos universitários. Nossa, sou do tempo em que ser universitário era algo que implicava em ser respeitado pela intelectualidade. A pessoa no mínimo era alguém esforçado, idealista, enfim. Em tempos em que se fazer um curso superior era bem mais complexo, admirávamos quem trilhava esse caminho.
Hoje se compra diplomas. O sujeito faz um curso de três meses, conclui o ensino médio e vapt! Entra rapidinho numa universidade por aí, agora elas existem aos montes. Se reparar direitinho vai ver que na esquina da sua casa existe uma UNI sei lá o quê. Será que o Silvio Santos hoje continuaria pedindo ajuda aos universitários? Tenho cá minhas dúvidas.
Assim, corremos o risco de sermos atendidos num hospital qualquer por um sujeito desses, sem o mínimo de respeito pelo ser humano, sem a mínima tolerância pelos que não se adequam ao seu mundinho mesquinho. Existe alguma diferença de caráter entre esses jovens promotores de evento sub-humano e os mimadinhos que atearam fogo no índio, ou os que espancaram a moça por pensarem se tratar de uma prostituta? Em desabafos assim sempre cito esses casos porque são de uma bestialidade ímpar. E os tais promotores de eventos certamente foram jovens tão mimadinhos quanto os dos fatos citados.
Sinceramente... Me faltam as palavras. Me sobra desapontamento e frustração, além de uma gigantesca vontade de correr e gritar, até me doer a garganta.
Minha ingenuidade não chega ao ponto de pensar que esse é o mais atroz ato humano de que terei conhecimento. Coisas piores aconteceram, outras tantas bárbaras acontecerão. Mas o que me causa náusea é como isso soa natural pra eles. Ué, não passam de garotas gordas, o que tem demais? É só uma curtição da galera.
Sempre achei trotes, os “normais”, se é que existem, um grande absurdo. Total falta de respeito pelos pobres calouros, indo muitas vezes além desse desrespeito, não compreendo como as universidades permitem essas bizarrices, mas enfim. Hoje definitivamente não estou aqui para compreender. Me recuso a tentar buscar explicação. Quis apenas desabafar, gritar o mais alto que pudesse o meu repúdio. Dizer da minha vergonha em ser humana e anunciar que não sei aonde estão indo parar as minhas esperanças...
Quem as encontrar perdidas por aí, por favor tragam-nas de volta.

Obrigada.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

MIQUINHO NOSSO DE CADA DIA


 Meus amigos Rodolfo e Tatto, o símio, ofereceram selinhos pouco convencionais. Adoro coisas pouco convencionais, então fui lá pegar os meus, obviamente. Tatto disse que o dele é o “mó paga mico da internet”. Rodolfo fez o dele também em homenagem a essas criaturinhas adoráveis e a quem colabora para a sua perpetuação. Euzinha resolvi então honrar o tema dos respectivos e compartilhar aqui um dos meus incontáveis micos. Este inclusive é recente, faz algumas semanas apenas.




Estava eu de saída do trabalho, próximo do meio dia, um tanto desorientada como de costume, sem saber como viria pra casa (tormento meu de cada dia), quando uma colega chegava pra trabalhar. Gritei imediatamente pra alguém correr no portão e sutilmente intimá-la a vir me trazer em casa. Solícita como sempre, de imediato topou a empreitada. Já narrei aqui mais ou menos como é a rua em que moro, é avenida (ainda que muito feia), movimentadíssima, e tal. Chegando aqui eu falei:

- Já que você vai ter que retornar, deixo pra descer do outro lado, na porta de casa, tá?
- Claro! É melhor pra você. Espera que já faço a volta.

Senhoras e senhores. A esquina, onde todos costumam fazer o retorno, fica menos de 100 metros da minha casa. Sou péssima em cálculos, mas acho que é isso aí.  Ela, porém, cheia das boas intenções, resolveu fazer o retorno ali mesmo, no meio da pista, meio dia, o povo todo voltando do trabalho, carro, moto, bicicleta, carroça de burro, quiçá até nave espacial resolveu passar ali naquele momento.


Fiquei estupefata e totalmente inerte, pois quando percebi a intenção dela já não dava mais tempo pra tentar impedir, a bagaceira já estava feita. Então, como se fosse a coisa mais normal do mundo, diz:

- E agora tá difícil fazer a volta aqui, aquele caminhão parou pertinho demais.
- Oi? Como assim o caminhão parou pertinho demais??? 


Quando virei um tiquinho o pescoço, Pai do céu, lá estava um caminhão que parecia gigante ali do ladinho. Motos paravam porque não tinham como passar, o povo a buzinar... Vixe Maria! O carro estava simplesmente entalado no meio da pista, atravancando o progresso. Ela a lutar com aquele volante. Eu a escorregar no banco do carro, na tentativa de ficar invisível, obviamente sem sucesso algum, me restando apenas a opção de ficar  rosada à décima potência, enquanto tentava conter o risinho docemente constrangido.

Enfim, depois de minutos que pareceram séculos, a moça conseguiu desempacar o carro. Acho que naquele momento incorporei uma gata, pois nunca fui tão ágil ao descer de um automóvel. Depois de uma rápida espiadela pro pequeno congestionamento o qual protagonizávamos, entrei em casa no mais absoluto estilo “the flash”, mas não sem antes perceber na fisionomia dos rapazes que já não precisam de muito motivo pra exercitarem sua porção machista, uns olhares que certamente queriam dizer “mulher no volante...” e o resto da frase infame vocês já sabem.

Aquela frase “tem certas coisas que só acontecem comigo”... Quem a criou, não sei. Mas deve ter se inspirado em euzinha a pessoa, só pode!

Moral da história? Nem tem. Foi mico mesmo, dos grandões, um mico perigosinho pois poderia ter causado um acidente com algum desavisado que viesse correndo muito, sem perceber a cena pastelão que ali se apresentava.

Ufa!

A partir de agora só narrarei aqui momentos classudos, elegantérrimos, culturais, enfim! Preciso manter essa minha fama de pessoa centrada. Esse mico foi apenas um lapso, compreendam. Por isso, nada de desnudar meus miquinhos (des)amestrados. Engavetá-los-ei todos os outros 5.832.989 os quais lembro nesse instante.

Meus caros, tenham todos um excelente dia, tarde, noite...Beijos!

domingo, 24 de outubro de 2010

GENTE É PRA BRILHAR


Imagem emprestada do blog do Uelton, que emprestou da Folha de São Paulo

Há certas coisas inerentes à humanidade que definitivamente não compreendo. Diante de determinadas situações me apresento tal qual uma criança quando inicia a fase dos porquês. E muitas questões urgem, gritam diante de mim e continuo sem respostas. Atenho-me aqui a uma dessas tais questões clichês, lugar comum no discurso politicamente chato de mandatários e personalidades mundão afora, mas que na realidade não merece por parte destes a atenção devida. É sobre a FOME que trato. Escrevo em letras maiúsculas pois, apesar de minúscula foneticamente, essa palavra carrega em si um peso inimaginável, a não ser para quem convive com ela diariamente. Nós, no conforto de nossas poltronas, acompanhando noticiários de TV que vez ou outra pincelam sobre o tema, nós que nos comovemos e eventualmente até deixamos uma lágrima cair a nos depararmos com a miséria alheia, conseguimos de fato compreender o quão desumano é passar fome? Desumano não, calma lá! Assim eu defenderia que os bichos merecem padecer à míngua até morrerem. Misericórdia, não!

Dia desses bateu em minha porta... Mas antes permitam-me um aparte: minha casa não tem muros, a rua em que moro é movimentadíssima, janelinha sempre aberta, ainda nos damos a esse desfrute apesar dos constantes assaltos nas redondezas... Então lá pelas 7 da noite, um rapaz bate à porta. Do conforto da minha poltrona desconfortável senti o cheiro da pinga que certamente havia bebido minutos atrás. Perguntou se eu não podia arrumar um prato de comida pra ele e seu cachorro, pois os dois estavam mortos de fome. Respondi que não, naquele momento não tinha, e que ele pedisse em outra casa que provavelmente arranjaria. Disse NÃO a alguém que me pedia um prato de comida! A dois viventes, como diria minha avó. Senti medo porque o percebi ligeiramente bêbado, eu estava sozinha em casa e nem me aproximei, respondi lá, da maldita poltrona (des) confortável! E aquilo ficou martelando, acompanhando meu sono. Fui desumana e covarde em não tentar ao menos minimizar o desalento de alguém que ali precisava de tão pouco, mas de nada adianta agora ficar a lamentar. Naquele momento representei com maestria a porção insensível da humanidade

O assunto, porém, vai bem mais além do que minha crise de consciência por ter negado pão a alguém faminto. A fome é cruel, massacra, pune a quem foi condenado sem  cometer crime algum. Condenado pela vida à própria sorte. Conta-se que m 1974, durante a Conferência Mundial para a Alimentação, os caras bacaninhas das Nações Unidas estabeleceram que “todo homem, mulher, criança, tem o direito inalienável de ser livre da fome e da desnutrição...”. Para tanto, a comunidade internacional deveria ter como objetivo a segurança alimentar, que consistiria em “o acesso, sempre, por parte de todos, a alimento suficiente para uma vida sadia e ativa” (fonte: http://www.pime.org.br). Trocando em miúdos, traduzindo a meu contento, não deveria haver um só ser humano em todo o planeta a passar fome.

Mais de três décadas se passaram e o quadro permanece sofrível. Essa realidade está longe de acontecer. As desigualdades sociais, os conflitos nos países em desenvolvimento, a ganância das nações poderosas (os donos do mundo), enfim, a miséria segue estruturada, com aliados fortíssimos. Não importa se aqui na minha cidade, ou nos confins do sertão nordestino, na África ou em pequenos países latino-americanos. Ela é tirana aonde quer que esteja. E vai destruindo a dignidade do homem, pisoteando sua alma até aniquilá-lo lentamente.

Odeio estatísticas, vou evitar fazer uso delas aqui, mas vale pincelar uma informação importante e assustadora sobre a matéria: no mundo, nesse exato momento, a cada sete pessoas uma padece de fome.

Céus!
Por que não nos indignamos à exaustão?
Por que não podemos ser melhores?

Oxalá a frase de Caetano Veloso seja ouvida e principalmente compreendida em cada cantinho abandonado desse mundo enlouquecido: "Gente é pra brilhar e não pra morrer de fome!"

 Beijos, queridos.



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

DA SÉRIE HOMENAGENS.


Falar das pessoas a quem amo é uma prática que me enleva. Ainda tenho muito o que aprender no quesito “demonstração de amor”, eu sei! Muitas pessoas aqui, ao alcance do meu abraço, ainda não ouviram de mim o suficiente acerca do meu amor por elas, ainda que minhas atitudes se encaminhem pra demonstrar isso.Quando a questão e virtual aí não tem jeito, não há o abraço, não há o olhar que ternamente substitui a palavra na missão de dizer o amor. E são justamente elas, as palavras, o principal elo a unir as pessoas que jamais se viram e talvez jamais se encontrarão. E como magia, essas pessoas de repente passam a compartilhar a vida uma da outra, dividem suas alegrias, angústias, um mundo de sentimentos advindos do mais fantástico deles: A AMIZADE!


É sobre amizade que falo aqui. E como gosto desse tema!


Há pouco mais de um ano a vida me achou merecedora de receber um presente sob a forma de amigo. E era um presente grandão, envolto num belíssimo embrulho. A princípio pensei: Isso não vai prestar! Por que raios estou me tornando amiga desse sujeito no limiar da grosseria? Aos poucos, entre uma conversa e outra, fui percebendo que a suposta grosseria era puro disfarce, um tipo de armadura com o propósito de dizer às pessoas algo do gênero "não se aproxime de mim, posso te magoar". Mas a teimosia me domina... Me aproximei! E vi ali tanta ternura, tanto bem querer, muita afinidade, enfim...
Então, quando imaginávamos ter a mais sólida das amizades, eis que uma crise sem precedentes levou-a a subir no telhado. Ele, com toda a paciência, não a deixou despencar lá de cima. Trouxe-a de volta pra nós com  muito carinho e tolerância... E a bichinha voltou ainda mais forte.
Tem sido assim desde então. O moço cuida de mim. Eu cuido do moço. Juntos já rimos, choramos, conversamos uma infinidade de bobagens (somos experts nisso) e um tantão de coisas sérias. E me incentiva no que interfere de forma contundente na minha vida, tentando me fazer acordar e caminhar, ao menos dar o primeiro passo... É bom em persuasão o moço. E também é muito bom em puxar orelhinhas delicadas. A minha volta e meia recebe um puxãozinho do bem.
Um dia, quando eu for pagar o jantar que devo a ele, quando subir pela primeira vez na garupa de uma moto (me prometeu não correr), será apenas pra ratificar o que nós dois bem sabemos: que temos uma amizade intensa e verdadeira.
É seu aniversário hoje, sexta-feira, 22 de outubro e por isso cá estou sentimentalizando, enviando minhas palavras pra que representem o meu abraço, meu afeto genuíno a esse rapaz que se instalou devagarinho na minha vida, ocupando um espaço proporcional ao seu tamanho físico.
Que as trilhas em sua vida sejam constantes e findadas com sucesso. E todos aqueles clichês de paz, amor, saúde, felicidade... Vida afora.


Me despeço com uma frase que sempre me diz quando me encontro um ser borocoxô:


VOCÊ FELIZ = EU FELIZ
VOCÊ TRISTE = EU TRISTE


Hoje ele não será mais anônimo... É Luck. Simplesmente Luck. Lindo nome para um ser igualmente lindo.



Beijo, moço!
Te cuida!


domingo, 17 de outubro de 2010

BREVE HOMENAGEM

Normalmente eu postaria esse vídeo lá no meu caçulinha, o Relicário... Por favor quem ainda não conhece, siga aonde vão meus pés (obrigada Nando Reis, por colaborar comigo quando me faltam as palavras). Mas hoje seria aniversário do meu velho, meu querido velho, que faria 71 anos, não ia me contentar em publicar um vídeo pra ele e pronto! Sobre meu pai as palavras saltitam feito pipoca.
Aí fiquei matutando sobre o gosto musical dele, pra colocar algo especial aqui. Mas era muita coisa. Papai ouvia tudo, desde que o refrão não fosse “iaiaiá, ioioiô Salvadô” (ele falava que as músicas de axé só diziam isso na letra). Na sua discoteca tinha Ray Connif, Frank Sinatra, Roberto Carlos (eu adorava ouvir os LPs da época da Jovem Guarda), Gilberto Gil, Julio Iglesias, Caetano, Djavan, Paulinho da Viola, João Nogueira, Agepê, Alcione, Simone... Ah, ficaria aqui horas listando o que ele ouvia com freqüência. Mas tudo que citei é bem vivo na minha memória, porém nada me faz lembrar mais dele do que Altemar Dutra. Funcionava assim: Na hora da novela,  colocava a caixa de som na calçada, num volume tolerável, a tocar Altemar Dutra, entre um cigarro e outro, horas conversando com os vizinhos, hora apenas sentindo a música. Dia após dia, o moço musicalizava a vida (dele e nossa). E assim aprendemos a gostar, a nos emocionar com aquele vozeirão. Muitas noites ficávamos largados na calçada, bebendo vinho, madrugada afora, música baixinha (meu pai a essa altura roncava), com esse som, entre tantos outros. A rua um deserto só, o dia amanhecia e chegávamos vivos, imunes a qualquer perigo. Não é incrível??? Agora estar vivo é um constante perigo... Mas deixemos pra lá essa realidade tacanha.
Garimpando no bom e velho You Tube, encontrei esse vídeo, cuja qualidade (ou falta dela) é evidente. Mas não haveria outro mais fiel na missão de homenagear Seu Luís. Essa música e ele se confundem. E se querem saber, ainda hei de encontrá-lo seja lá onde e quando for e vou dizer-lhe umas verdades por ter me transferido assim tanta sentimentalidade.
Paiê, podia ter maneirado um tiquinho só!

Mas tudo bem, aceito a missão. Sentimental eu sou, eu sou demais...

sábado, 16 de outubro de 2010

MEMORIAL DOS SONHOS MORTOS

Esse título por si valeria uma postagem. Incrível! Mas não é meu! Extraí de uma das deliciosas conversas com meu amigo anônimo amado. Aí falei...É lindo! Vamos escrever sobre isso. Volta e meia falamos em inventar algo juntos, mas ainda não aconteceu.
Falávamos sobre as coisas que fazem doer alma e coração. E como sofremos. E como tais dores só conseguirão ir embora quando nos entendermos com ela e mostrarmos a porta da saída, ainda que esse entendimento se demore e essas dores sintam-se tão acolhidas que se recusem a ir. De nada adianta esperar vir de fora pra dentro a solução para os males d’alma, esperar que alguém aja como um milagreiro e cure tudo num passe de mágica. Teremos que ser nosso próprio milagreiro.
Ah, as dores! Elas nos fazem crescer, disse meu amigo. Ainda que aos farrapos, é possível caminhar e chegar fortalecido ao fim desse caminho..
É um sentimento individual, intransferível. Precisamos de um tempo no divã interior, solitário. Carecemos muita conversa com o travesseiro, gritar ainda que em silêncio, fazer-nos acordar e desconstruir o caminho para traçar um novo.
E como ficam os sonhos, os quais criamos quando o caminho ainda não era tão ruim? Instintivamente os guardamos no nosso memorial de sonhos mortos, cujas lembranças ainda fazem doer, mas que ali se acomodarão, quietos, dando lugar a outros sonhos, vivos, pulsantes, nos fazendo respirar... E começar tudo de novo.

Anônimo L., até qualquer hora pra mais um papo-cabeça-sem-pé-nem-cabeça, que alimenta incessantemente minhas ideias maluquetes.

Beijos.
Boa semana a todos os queridos.


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

UMA NOITE E MEIA...

Ontem tive uma noite daquelas, durou até meio dia de hoje. Memorável! Inventei de comer um negocinho diferente, já estava saturada do meu remédio mais usual (carne grelhada), aí no jantar tive a brilhante idéia de comer ovo frito com queijo branco. Pensei, cá com meus burritos botões: Ah, uma vezinha só não há de me fazer mal.
Misericórdia!
Devagarinho iniciou-se uma rebelião do meu estômago (tava feroz o moço), que prontamente assanhou minha estimada Vê, e danou-se! Foi um escarcéu o qual não me permitiu sequer deitar. Muita dor! Conversei bastante com eles, tentei usar do meu jeitinho doce e fofo, convencê-los de  que aquela hora não era justo fazer um troço desses comigo, prometi jamais repetir o famigerado cardápio, mas não houve acordo. Fui obrigada a ir pra sala ver TV. Menos mal, porque tirei o foco dos dois tiranos e me concentrei no nascer de novo dos mineiros chilenos. Chorei muito, bem menos pela dor e muito mais emocionada por eles. Que importava meu estômago me judiando diante daquilo? Meu desconforto era nada comparado com a garra e superação que tiveram aqueles 33 homens. Que bacana é a vida, generosa, sempre nos oferece novas oportunidades.
Lá pelas 6 da manhã, quando meus algozes se aquietaram, fui pra caminha tirar um cochilo, caladinha pra não despertá-los. Semana que vem tenho médico, só estou pensando na lista gigantesca de “não pode comer” que vai me passar. Vou tentar negociar em relação ao café? Ah, ficar sem tomar café é justo não! Minha tia diz: tome descafeínado. Fala sério! Alguém por favor me diga a graça de se tomar o pretinho sem cafeína, ou cerveja sem álcool (a gente toma aquele troço amargo e nem tem o prazer de ficar tontinha?), ou coca-cola light... Essa coisa chata, porém necessária, de reeducação alimentar ainda vai me dar muito pano pra manga. Não curto a idéia de sair de minha zona de conforto, ficar amiga do pepino (pepino não tem gosto de nada!), berinjela e outros, mas Caetano diz que “é preciso estar atento e forte”, então bora lá!
Hoje, em homenagem aos mineiros chilenos, vou esquecer minhas dores, trancá-las numa gaveta e que não me apareçam pra atrapalhar minha noite outra vez. E as outras, as do espírito, aquelas que provoquei, darei de ombros. Finjo não perceber sua existência. Ajo com indiferença.
Meu paiol de bobagens aqui se encerra.
Beijos.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O MEU GURI

Maravilha! Hoje é dia das crianças, de todas elas, sem exceção. Dia de distribuirmos as Barbies, carrinhos com controle remoto dos modelos mais modernos, bichos de pelúcia, e uma infinidade de brinquedos que alegram o coração da criançada... Na verdade alegram por uns dias, porque depois estarão jogados num quanto qualquer, por ter perdido o encanto inicial. Fazemos tudo por eles, todos os mimos possíveis.
No meu caso, serei uma tia madrinha relapsa, pois estava financeiramente desfavorecida pra comprar presente pra tanto sobrinho, além de afilhados, então sosseguei.
Mas aí fui lá na Regina . E nunca saio de lá como entrei. Algo sempre acontece... Ou me acabo de tanto rir, ou me comovo com seus relatos tão vivos, ou saio com um apertinho no coração pela reflexão que fui obrigada a fazer. O que é o caso hoje.
Postou lindamente sobre o dia dos pestinhas, e furtei de lá sem que ela me visse, sorrateira, esse parágrafo: "Tudo que eu preciso saber é que há crianças morrendo de fome, frio, abandonadas pelas ruas, usadas e abusadas, desaparecidas, traficadas como escravas, espancadas e sem qualquer tipo proteção, amor e carinho".
Misericórdia!
É mesmo assim. Todos os dias é assim. Cruzamos com elas o tempo todo, pelas calçadas, alheias, à margem, sem entender o que lhes acontece. E nós, seguimos em frente, vamos às compras das Barbies e carrinhos modernos. Não é nosso o problema. Só temos que nos proteger, segurar bem as bolsas, porque essas crianças de rua são perigosas, traiçoeiras. Vem pedir um trocado e quando vemos já nos roubaram. Não é assim que funciona?
Tem um monte de coisa que não entendo. Sigo assim, sem entendê-las. E a sociedade permitir que crianças sofram assim, sejam judiadas, espancadas e tudo o mais que a Regina citou, não há como entender.
Humanidade doida essa.
Aqui tínhamos uma gíria há alguns anos, que cabe perfeitamente nessa reflexão: É assim mesmo, depois piora!
Continuemos com o Feliz Dia das Crianças, das protegidas e amadas...
Amém!



segunda-feira, 11 de outubro de 2010

DEZ COISAS QUE AMO

Olhe o selo aí, gente! Adoroooooooo... 
Recebi do Miguel, o luso arcanjo, esse selinho fofo e obviamente junto com ele algumas incumbências. 
Vamos à primeira etapa:

LISTAR 10 COISAS QUE AMO (não necessariamente a ordem numérica obedece à ordem do "amar")



  1. Almoço de domingo com a família, meus adoráveis pestinhas (sobrinhos) a correr e berrar pela casa.
  2. Sentar em frente ao mar, fim de tarde, quieta (sim, isso é possível!), observando o Sol se recolher;
  3. Estar com amigos, largados na calçada de casa, à sombra, bebericando alguma coisa (oi?) e rindo de qualquer bobagem;
  4. Doce de leite que a Lourdes, lá da escola, faz divinamente (a Vê não me deixa mais comer doce de leite...buaaaaaaaa!)
  5. Praticar minha terapia ocupacional inútil preferida: cobrir capa de caderno ou agenda com recorte de revistas;
  6. Escrever. Descobri que meus dedos estão incontrolovalmente frívolos;
  7. Conversar madrugada afora;
  8. Jogo do Bota. Vitória do Bota. Título do Bota (fogo);
  9. Amigos! Clichê, pieguice... Pouco me importa o que se diga... Amigo é bom pra caramba! Amor sublime.
  10. Ouvir às pessoas. Ah, falar também, é claro! Mas gosto de escutá-las, sabê-las através do que dizem, conhecê-las.
É claro que tem um tanto de outras coisas que amo, mas agora me ocorreram essas. 
Segunda etapa é a velha e boa indicação de blogs para receberem o selinho. Euzinha, desconstrutora que sou, indicarei amigos queridos, que terão que postar as 10 coisinhas que amam (ou então teje preso!)... Mas a questão da indicação, aí é com vocês caso não queiram cumprir. Gente do céu, será que eu que vou presa por estar quebrando as regras?
Espero que não.
Socorro, viu?

Eis os amigos:


Beijocas...

COMO GAROTAS SÓ QUEREM SE DIVERTIR

Eu precisava escrever frivolidades. Uma nuvem negra gigante (nuvem negra é politicamente incorreto?) pairava sobre minha cabeça e o texto que escrevia trazia essa nuvem consigo. Vivendo um dia rock’n roll, fui ouvir músicas adequadas para tal clima e me deparei com Cindy Lauper infiltrada no meio dos roqueiros dos anos 80. Toquei Girls Just Wanna Have Fun. Que massa! Voltei a 1984, numa certa tarde de domingo, com minha sala cheia de gente (muito dos quais eu nem conhecia,trazidos por amigos) e o povo dançando essa música. Eu adorava. Acho que foi a primeira canção que me fez dançar com a alma, de olhos fechados, fazendo grandes viagens.Era meu aniversário de 15 anos, um debut sem pompa nenhuma, porque eu não tinha grana e principalmente porque sempre achei isso esquisito. Formalidades são esquisitas. Mas não consegui escapar do discurso do Titio, para meu total constrangimento e cara de “esse-sujeito-é-sem-noção” dos meus amigos diante da verbalização. Ele dizia o quanto eu era incrível e encantadora, uma coisa fofa, enquanto eu ia murchando e ruborizando ao mesmo tempo.Passados esses dois séculos e meio de fala constrangedora, finalizou tocando Pétala em minha homenagem. Se redimiu lindamente, o Titio querido, tadinho. Entre lágrimas de emoção e sorriso encabulado, seguiu-se a festança ao som de Cindy Lauper e outras coisinhas bacaninhas. O garoto da escola, minha paixão platônica, lá estava, lindo e metido como sempre. Não me deu muita bola, o sujeito! Tomei vodka com fanta (argh!!!) pra caramba nesse dia. Acho que debutei inclusive pro mundo dos ébrios. Mas me recuperei a tempo, aquietem-se.Aliás, no domingo de votação eu  encontrei e foi engraçado ver esse antigo projeto de gente que feriu meu pobre e inquieto coraçãozinho.. Trocamos olhares. Está charmoso, grisalho, barrigudinho (bem feito!), carregando uma filhinha a tiracolo.Eita tempo que não perdoa! Bom, o fato é que esta música é um dos elementos que compõe a trilha sonora da minha vida. Me apoderei dela. Minha porção Ploc pulsa ao ouvi-la. Recordações bacanas me vieram agora... E continuo dançando loucamente com a alma! Frivolidades consumadas, vou-me, com a alma mais leve certamente, ainda que um tanto cansada pela dança.

Obrigada por dançarem comigo.


sábado, 9 de outubro de 2010

AO MOÇO DE CHAPÉU


Lá vem o moço do chapéu, fazendo arte com as palavras, transformamdo-as  nas poesias mais lindas, reais, cortantes, aquelas que te obrigam a não fechar os olhos diante do mundo que agoniza.


O moço transpira cultura por todos os poros, de uma forma tão espontânea que até parece já ter nascido amigo íntimo das artes. É capaz de extrair filosofia das coisas mais improváveis, sem esnobar intelectualidade por um segundo que seja.
“A poesia é a menina de meus olhos”, muito mais que uma frase, esse é o seu lema. É uma relação de rara intimidade e cumplicidade. A poesia se oferece a ele feito uma amante incapaz de resistir ao homem amado. Parecem ser um só. O moço minguaria sem ela. Ela é mais viva porque o moço a carrega consigo aonde quer que vá.




Eu bem que tentei ser impessoal, centrada, focar na relação poeta/poesia, mas a Simone estragou tudo! Pincelou uma frase e falou:
- Está impessoal demais pra um post.
- Oi? – Retruquei – E por acaso tu já me viu conseguir escrever algo que não tivesse uma conotação pessoal?
Eu crente que estava abafando, mandando muito bem na crônica impessoal, danou-se! Já que cometi essa infração gravíssima, chamei a Milene verdadeira, aquela que o referido poeta conhece, sabe de cor todos os melindres, tem uma paciência fora do normal pra lidar com os tais. E além de tudo o que foi dito em relação ao sujeito que tem de mim uma admiração intensa e crescente, preciso falar que esse homem é uma criatura incrível, generosa, gentil, o qual é impossível conviver sem se deixar encantar. E preciso dizer do meu orgulho em compartilhar dessa amizade há quase dois anos, e do quanto gostaria de nesse momento ser uma fada-madrinha, realizando assim seus desejos mais pulsantes, seu sonho mais lindo, que vai sim se tornar real. 

A propósito, hoje é o aniversário dele, o moço de chapéu.
Poeta.
É isso.
Feliz Aniversário... 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

QUAL A COR DA SUA BANDEIRA?

Imagem DEUS E A POLÍTICA, do Blog Filosofia e Vida

Assuntos politiqueiros estão por demais massantes, eu sei. Euzinha mesma ando querendo me exilar no Iraque e só voltar depois que esse furdunço todo passar. E será que passa?
Mas fui tentada a escrivinhar coisinhas sobre as quais discordo, que andam circulando por aí, via e-mails, aqueles trocinhos chatos que na minha caixa acumulam. Bom, vocês lembram da minha carta ao ilustríssimo ainda Presidente Molusco, né? Ali foi mais que tudo um desabafo por tanto tempo de “devoção” burra de minha parte ao partido da estrelinha rubra e a ele especialmente. Um repúdio ao que vem acontecendo, enfim, todo o bla-bla-bla já conhecido. Mas aí, nos correios eletrônicos e outros veículos agora se vê os petistas como os representantes do satanás sobre a terra. Parece que a coisa foi dividida dessa forma: de um lado eles, os diabos vestidos à caráter, de vermelho. Do outro lado os tucanos e afins, os dotados de boas intenções.E de boas intenções... Todos já sabem o complemento da frase.
Quem sou eu pra fazer aqui análise política ou coisa do gênero? Sou simplesmente uma cidadã e por isso me sinto no direito de expor sim minhas opiniões, mesmo indo de encontro à grande maioria. Nem quero bancar a advogada do diabo (sou a rainha do trocadilho infame), mas gente, há santos no meio politiqueiro? Então só no partido do Presidente Molusco tem meliante, mentiroso, contraventor, vagabundo, ladrão, como sugere um dos emails? Duvido disso com veemência. Mau caráter há em qualquer esfera, carregando qualquer bandeira, sempre dispostos a sugar o impossível do que supõem não ter dono, não é privilégio dos companheiros mensalistas.
A política nacional está agonizante, eu diria podre. Andam dizendo que uma certa bandeira verde é o oásis nesse deserto no qual não se esperançava  encontrar vida. Oxalá isso seja verdade, estamos órfãos de ideologia e queremos mesmo acreditar que há uma luzinha teimando a acender no fim do túnel.
Perdoem o pessimismo, mas só acreditaria nisso se houvesse uma forma de proibir qualquer político do cenário atual e outros exemplares já fora de moda a participarem desse processo daqui pra frente. Tipo mantê-los em quarentena pra não contaminar quem está surgindo e trazendo projetos que valham a pena. Zerar o contador. Reiniciar a máquina. Passar uma borracha nesse desenho feio e recomeçar.
Ops. Por uns minutos tive um lindo sonho. Por que a gente sempre acorda dos sonhos?
Já que acordei, vou continuar debatendo com o Senhor Nulo, que parece se confirmar como minha melhor opção de voto no segundo turno. Tem uma proposta bacaninha e é imune à corrupção. 

Beijos pra ti, na cor de sua preferência...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MIMAR VOCÊS

Tudo bem por aí?

Amores, ainda estou sob o efeito de todo o carinho recebido de vocês, em função do aniversário da Pétala agridoce aqui. Soube até que apareceu a chave do tal Salão de Festas, que ainda há coisinhas que não recebi e a esperança de ter isso em minhas mãos  mantenho acesa.
Aí, querendo que você se livrem jamais de euzinha, exercitei a prática da “cara-de-pau” à décima potência e pedi à Lu Cavichioli (http://canteiropoeminis.blogspot.com/), amiga querida, pra me fazer uns negocinhos e mimar vocês. Vou até entregar... Ela falou, Mi, tem que ser uma coisa mais classuda, isso tá simples demais (porque eu que escolhi as imagens... roubei, melhor dizendo). Falei... Lu, e quem te disse que sou classuda? Rimos um bocado e ela se rendeu à classe tipo PR (Pétala Rosadinha).
Sei que essa coisa de mimo é complicadinho, muitas pessoas aderem só para serem gentis, mas no meu caso, não se façam de rogados. Quis através deles agradecer o imenso amor e generosidade, além do tempo que dedicaram a me escrever coisinhas lindas, então levem apenas o que quiserem, e SE quiserem, combinado? Como diz a maloqueiragem daqui, “cum nóis num tem ladeira”. Só faço questão que saibam que tudo o que me fizeram teve um significado imensurável pra mim.
Como diz a moça do Divã, OBRIAGADA!
E quero compartilhar muitas e muitas primaveras com vocês, os melhores amigos que a Blogosfera podia me ofertar... E segurei! Agora largo mais não!

Eis as fofurices:



segunda-feira, 4 de outubro de 2010

AGORA FOI-SE


Não tem mais jeito, a Florentina de Jesus é a primeira dama da Câmara dos Deputados, e o moço que a conduziu até lá foi muitíssimo bem votado. O povo brincou com um troço sério demais e agora não adianta se lamentar. Ele, o único palhaço assumido entre tantos outros eleitos de cara limpa, não se elegeu sozinho, é fato. Sob a desculpa de voto de protesto para alguns, e total falta de bom senso de outros, lá está o homem rumo a Brasília, a fim de tentar descobrir o que faz um Deputado Federal. Conseguirá o destemido Tiririca descobrir isso em míseros 4 aninhos, em que estará cercado de aves de rapina a tentarem lhe mostrar o caminho?
Mas cá entre nós, compreendo o total estarrecimento por parte das pessoas com um mínimo de bom senso, sobre a candidatura e eleição do cabra. Porém, seria ele a única coisa bizarra a enfeitar o quadro político nacional? Ah, não mesmo! As pessoas não se assustam tanto quando constatam a presença dos políticos profissionais, aqueles que conhecem de cor todos os atalhos do submundo eleitoreiro, os que conhecem de olhos vendados os caminhos dos cofres, enfim. Parece que votar neles soa como obrigação, pouco importando a tão falada ficha podre do sujeito.
Aqui na terra dos marechais, por exemplo, a ex-senadora Heloísa Helena não conseguiu se eleger. O que mais se falava era que ela nunca trouxe dinheiro pra Alagoas, que foi irresponsável em se desentender logo com o Presidente Molusco, e caso eleita, não conseguiria trazer um mísero realzinho pra cá. Já ao político profissional, o Senhor Calheiros, ah, esse é amigo do Presidente, o que é “bom” pra nós. Pra nós quem, cara pálida? Alagoas continua na rabeira de todos os índices que importam, liderando apenas o da criminalidade. Mas elegemos o moço que é amigo do Lula, e a moça brava vai continuar mandando dinheirinho pra cá. E elegemos também um senador que gosta de dançar. Divertido ele, o povo gosta de político assim, divertido. E o ainda Presidente politicou em prol dele, porque não queria a Heloísa, a questionadora, a pedra no sapato do PT lá em Brasília.
Eu sinceramente acho que o Tiririca não é o maior dos problemas. É só o reflexo. Se tivéssemos um país formado por cidadãos conscientes em sua maioria, não apenas ele teria sido rechaçado, mas também muitos outros profissionais da política que desconstrói, eleitos Brasil afora.
O alento por aqui é que o fofíssimo Senador, aquele que esbraveja, que ameaça, o Senhor Collor nem pro segundo turno foi. Ufa!
Pobre país, onde o seu povo sequer desconfia do poder que tem, e desperdiça tudo num digitar insensato. Lembrará disso quando tiver que acordar às 2 da manhã, pra aventurar uma ficha no posto de saúde, pra levar seu filho que há dias não está bem? E quando tiver que matricular o mesmo numa escola bem longe de casa, porque naquela perto já não havia mais vagas, dará uma dorzinha na consciência?
Receio que não.

E viva a Florentina de Jesus!