sexta-feira, 18 de março de 2011

O Selo e o Poeta



Gosto dos selos que me instigam a escrever. Gosto sobretudo da descontração proposta. Tenho sido recorrente nesse tipo de postagem porque os anteriores me permitiram descer pro playground um pouco.

Eis que recebo um selo da pessoa mais improvável, meu querido Poeta, o Moisés, aquele que usa chapéu e o faz com um charme incrível. É sobre literatura... Aí me fez tremer um tanto. Como vou euzinha responder sobre literatura com alguém que no meu conceito se confunde com a própria??? Ele fala sobre livros de uma forma tão natural que me espanta, me encanta, me comove e causa uma imensa admiração.

Vou ser evasiva, eu sei. Não dá pra citar aqui as inúmeras Sabrinas que li na minha adolescência enquanto procurava o maldito sapo que viraria príncipe. Não, não ficaria bem. Envergonharia o Poeta. Direi clichês, eu sei. Não sei que livro leria muitas vezes. Talvez ainda lerei esse, o mais marcante, o especial. Posso citar que me marcou intensamente Feliz Ano Velho, porque de certa forma me vi naquela história. Pensei como aquele cara, pude ao menos imaginar a pedreira por que passou. Gostava da linguagem do livro e não havia aquele papo chato de lição de moral, exemplo de vida ou algo semelhante. O sujeito se estropiou num mergulho errado e tentou sobreviver. E conseguiu. Que bacana!

Qual livro escolheria para ler o resto de minha vida? Algum de poesia, porque a cada leitura  é possível descobrir algo de novo. A poesia permite isso, eu acho, sugere as mais incríveis interpretações e viagens nas palavras, variando a percepção dependendo do olhar que se tenha no momento da leitura.

A missão agora é indicar um livro para a leitura alheia. Roubo aqui as palavras do Poeta e indico para lermos juntos, eu e vocês: 

¨Cem Anos de Solidão¨  -G.G.Márquez. O maior livro de Gabriel Garcia Márquez. 

 A profundidade e a arquitetura contida nesse livro é de tirar fôlego.   
Aconselho a ler sem grandes  pausas, para não perder o fio condutor.






Não haverá indicação para o selo. Eu não suportaria o trauma das negativas, minha gente! Sessão de análise é caro pra caramba, então melhor não precisá-las. O poeta compreenderá a minha cara-de-pau nas evasivas. 


Gosto de livros. Gosto de escrever. Gosto sobretudo de amigos. Aqui tenho esses três itens, que maravilha! Por esse motivo sugiro, peço... Vos suplico. Quem aqui vier  comentar, fale sobre o livro mais bacana de toda a sua vida. Me diga porque foi tão especial assim, das marcas que te deixou, enfim. Vou adorar saber. Dessa forma essa postagem fica com um sentido maior e o Moisés não ralha comigo. Me ajudem. Ele é bravo... Mentirinha, é bravo nada. É um generoso, culto e educado homem. E é meu amigo. Que massa!


Beijos...

14 comentários:

  1. - O Sete Ramos está em processo de revisão de sua política para prêmios e selinhos. Em breve postarei uma matéria esclarecendo o assunto. Por ora, quero agradecer a generosidade do Moisés e da Milene, e digo que a leitura que mais me marcou foi - ainda na juventude - "O Livro da Natureza", de Fritz Kahn - um apanhado de todo o conhecimento científico até à época, escrito com a paixão de um verdadeiro filósofo e fartamente ilustrado. Foi ali que agigantou-se minha sede de conhecimento e recrudesceu a mina fome de leitura.
    - Abraços, amigos. Não levo o selo, mas desde já vou avisando: haverá exceções nas posturas anti-selinho, e meus amigos estarão enquadrados em muitas delas.

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  2. Boa ideias estão sendo debatidas aqui e isso mostra que a blogosfera faz a realmente diferença.

    Bjs.

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  3. Milene,
    Bom saber das suas preferências. Feliz Ano Velho foi um livro que li com muito interesse também. O que me impressionou foi a maneira que Marcelo "continuou" sua vida.

    Bom Mi, um livro que li na juventude e recentemente foi "O Estrangeiro" de Camus. Engraçado que nas duas ocasiões tive as mesmas impressões, do quanto a vida é efêmera, e o quanto que valorizamos coisas desnecessárias.
    Enfim é um romance existencialista profundo e simples, que eu adoro reler. Já dei a dica no meu cantinho, e está aqui de novo.

    beijão pra vc !

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  4. 1°Me deixa bajular um pouquinho...
    Nem preciso vc já sabe do meu carinho rasgado..
    Mas vamos combinar que sua postagem ficou um show a parte né?..
    Recebi este selo também deste moço querido.
    Mas como havia poucos dias de postado...

    Então agradeço mais uma vez
    respondo aqui ao dois...

    1°Um livro que eu leria varias vezes?
    Qualquer um de Caio Fernando Abreu!
    Porque vivo suas palavras...

    2°O resto da vida é muito tempo.
    Então fico com a Bíblia!

    3°Um livro a ser indicado:
    A Cabana! É lindo...

    beJOs meus aos dois...

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  5. Milene, acho que você me entende.
    Não sou muito chegado a questionários, pois nem sempre as perguntas são as certas...
    Livros, eu li alguns ótimos, mas alguns específicos demais, assim o melhor seria falar da forma como esses me marcaram.
    Eu relembro de três que se destacam: A Expedição Kon-Tiki de Thor Heyerdahl, por ter sido o primeiro livro que eu li e que me prendeu a atenção do princípio ao fim.
    O livro Esta Noite a Liberdade, de Dominique Pierre e Larry Collins, nos leva à Índia do pós-guerra e às circunstãncias que levaram à morte de Mahatma Ghandi.
    Ten Faces of The Universe, do astrofísico Fred Hoyle, venceu a barreira da língua e me encantou com as maravilhas que nos cercam neste vasto universo cheio de possibilidades.
    Há outros livros ótimos que me marcaram, mas eu não tenho o dia todo e isso não é o meu blog!
    Abraços, Galeguinha genial e geniosa!

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  6. Mi, vou começar pelo título da sua blogada. Quando abriu a página eu disse a mim mesma:
    _que coisa linda, aque será que essa menina está aprontando? rsrs E ao rolar a página comecei a ler e a me infiltrar em cada palavra. Mesmo porque toda sensibilidade tua junto com a do Moisés formam um arco estrelado tão lindo de se ver e ler que a gente tem aquela sensação de quero mais.

    Mas falando do selinho, amei viu? Tem tudo a ver com uma tarde chuvosa, chá na mesa e um livro sentado ao lado.

    Tem muitos livros que ficaram na memória e fui obrigada a reler. Tais como:

    * A Rainha da Tempestada de Marion Zimmer Bradley
    * O Pequeno Príncipe
    *Alguns livros técnicos da época da faculdade e que falavam de doença mental
    *Freud
    * A Morte de D. J. em Paris (Roberto Drummon)
    *Diamantes do Sol (Nora Robert's

    E tem tb as coletâneas poéticas de Drummond, Vinícius e do F. Pessoa - Quando fui Outro, onde ele apresenta seus heterônimos (genial).
    Por enquanto é só.

    Agora vou responder ao MEME:

    1)Não me cansaria de ler : O Perfume de Patrick Suskind

    2)Diamantes do Sol

    3)Indicação de Leitura: Uma Vida Interrompida de Alice Sebold

    5) Parabéns Moisés pela iniciativa e pra Mi tb por receber essa oportunidade.

    super beijo pro dois fofos

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  7. SABE QUE JA LI MUITOS LIVROS PELA VIDA...ULTIMAMENTE TENHO ESTADO ENTRE ELES E AGORA É GUARDAR ELES A MINHA MISSÃO GUARDAR DEPOIS DE SEREM LOCAODS PELOS ALUNOS..PODERIA CITAR ALGUNS COMO ""LONGE É UM LUGAR QUE NÃO EXISTE..RICHARD BACH.. QUE FALA DE UMA AMIZADE PROFUNDA QUE FAZ UM BEIJA FLOR SE DESDOBRAR PELO MUNDO EM BUSCA DE IR AO ENCONTRO DE UM AMIGO...CITARIA TAMBEM .. AS MARGENS DO RIO PIETRA EU SENTEI E CHOREI DO PAULO COELHO POR QUE EU SINCERAMENTE CAMINHEI POR AQUELE LIVRO E VI TODAS AS PAISAGENS POR ELE DESCRITAS E FOI INCRIVEL MINHA EMOÇÃO LENDO AQUELE LIVRO..TAMBEM DOM SUPREMO TAMBEM DE PAULO COELHO QUE TRADUZIU PRA MIM O AMOR....E MUITOS OUTROS....MAS A LIÇÃO QUE LEVO E DE LONGE É UM LUGAR QUE NÃO EXISTE...POIS NESSE LIVRO APRENDEI QUE O AMOR NÃO TEM LIMITES NÃO TEM DISTANCIA NÃO TEM NADA QUE MUDE O PRUMO QUANDO EXISTE AMOR....E QUE TEM COISAS DA GENTE QUE SO QUEM AMA A GENTE DE VERDADE ENXERGA NO FUNDO DA NOSSA ALMA...O SEU LIVRO DO MARCELO RUBENS PAIVA..É UM ALIÇÃO DE VIDA REALMENTE... É SABER MESMO O QUE É SUPERAÇÃO...
    BEIJOS QUERIDA

    OTILIA

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  8. Livro pra minha vida, escolheria o livro que me ensinou inglês por assim dizer, O Senhor dos Anéis, li ele no original em inglês quando eu tinha 11 anos de idade, era ele do lado e o dicionário do outro. E parabéns pelo selo Mi, vc merece com certeza.

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  9. Saiu-se muito bem...nem foi necessário pegarem o selo(sacanagem hahahahahahaha)

    brincadeira. gostei de verdade. as pessoas responderam aqui, sem muita enrolação...!
    o importante foi o papo sobre literatura. isso que importa.

    beijaço!

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  10. Essa indicação é realmente boa e deve valer a pena! Que teu fds seja lindo e tranuilo, com tempo pra leituras e tudo de bom,chica

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  11. São tantos os livros que me marcaram de alguma forma e tantos que eu leria de novo que eu tive que parar, pensar, olhar minha estante, abrir o skoob...
    Que eu leria de novo, com certeza os do Caio F. Abreu. Ninguém sabe nem saberá usar as palavras como ele soube.
    Entre os preferidos estão Dom Casmurro, que eu sei que muita gente não gosta porque é forçado a ler pro vestibular. Qualquer um de Bukowski, amo a poesia marginal. Noites Brancas, do Dosto que me levou as lágrimas no meio de uma viagem de carro. O Perfume, um dos únicos cuja adaptação cinematográfica não tirou o brilho da história. Era Uma Vez o Amor Mas Tive Que Matá-lo, que caiu muito bem com meu estado emocial na época. E, sem dúvida, o que talvez ocupe lugar especial na minha estante e no meu coração seja Os Sofrimentos do Jovem Werther, do Goethe. A beleza das palavras escritas ali ainda me persegue.

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  12. Memem

    Já respondi este selo também

    Tenho minhas respostas lá

    o meu livro sem sombras de dúvidas são poemas e poesias de Drumonn.. AMAR SE APRENDE AMANDO

    te dou um bônus

    Amar

    Que pode uma criatura senão,
    entre criaturas, amar?
    amar e esquecer,
    amar e malamar,
    amar, desamar, amar?
    sempre, e até de olhos vidrados, amar?

    Que pode, pergunto, o ser amoroso,
    sozinho, em rotação universal, senão
    rodar também, e amar?
    amar o que o mar traz à praia,
    e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
    é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

    Amar solenemente as palmas do deserto,
    o que é entrega ou adoração expectante,
    e amar o inóspito, o áspero,
    um vaso sem flor, um chão de ferro,
    e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

    Este o nosso destino: amor sem conta,
    distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
    doação ilimitada a uma completa ingratidão,
    e na concha vazia do amor a procura medrosa,
    paciente, de mais e mais amor.

    Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
    amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

    Carlos Drummond de Andrade

    beijocas

    Loisane


    Vixi...co autora do post? Euzinha...ficou maior o coments que o próprio post...

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  13. Cem anos de solidão é A DICA!
    Eu ficaria por aqui e por lá, no Biografia, falando sobre livros e as muitas letras. Esse é o movimento mais bacana que levantaram.
    PARABÉNS

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