sábado, 9 de abril de 2011

Ciclo



      Já tentei não querer
Já tentei não ser
Já tentei viver de meias palavras
  Já tentei ficar no meio
Já tentei até não tentar
Mas a verdade é que quando quero
É pra valer
Não dá pra ser mais ou menos
Onde a intensidade toma a frente de tudo
  Tenho preguiça de vontades incubadas 
Denoto-me
Tudo ou nada
Cheio ou vazio
Limpo ou sujo
Sim ou não

(Déya – sexta feira, 09 de abril de 2011, 
04:45 da tarde, lá de Goiás)


O tema do papo vespertino se dava sobre os encontros e como rápida e inexplicavelmente se fazem os desencontros. São ciclos que se findam e exigem sabedoria para serem assimilados sem a necessidade de um drama maior. É preciso permitir ao outro a escolha entre permanecer ou seguir, mesmo causando uma imensa cratera cheia de vazio no peito tolo de quem se deixou enredar. Mas são válidos os encontros, todos eles. São feitos em tranças de cumplicidade, se vestem em risos nas melhores horas, se fortalecem em lágrimas nos momentos mais difíceis e jamais são em vão. Enredo mesmo é perceber o elo desfeito sem compreender a razão. Elos são assim, se fragmentam por motivo algum e a sua restauração não é obra que se espere. É preciso espiar da janela, no bailar da chuva escorrendo pela vidraça, o encontro se desfazendo, tudo, absolutamente tudo que um dia foi magia, fez-se água e a estranha ausência agora se acomoda confortavelmente na poltrona, dizendo ter vindo pra ficar, entristecendo a cumplicidade, alheia num canto qualquer, esperando outro tropeçar de almas aonde possa se encaixar. Ciclos acabam para outros iniciarem. Assim é a vida, um constante ir e vir de emoções e sentimentos. Bacana é se deixar levar nessa constância desafiadora, mesmo não implicando num caminhar seguro. Mas, quando se trata de sentimentos, segurança o que é?

 (Milene, sábado, em 09 de abril de 2011, 
1:28 da manhã, cá nas Alagoas)

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Adorei essa frase dela “tenho preguiça de vontades incubadas”.
Tenho preguiça de um monte de coisa, devo ter das tais vontades incubadas também...
Deu-se o encontro. 
Fizeram-se as palavras. 
Que não se finde o ciclo.

Beijos!

11 comentários:

  1. Legal o texto, apesar de as vezes ficar meio agoniado com os textos da Déya mas adoro todos, como falei dão uma sensação de intimidade muito grande com certeza.

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  2. Os textos da Déya são lindos e sempre reflexivos. Gostei! beijos,lindo dia,chica

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  3. Memem

    Juntaram-se dois seres únicos

    Deya minha pequena, e Memém,minha agridoce....

    Lindo

    também tenho um monte de vontades incubadas


    beijocas

    amo 6

    Loisane

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  4. CURTA UM BOM FINAL DE SEMANA E NÃO PERCA O PODCAST DO MEU BLOG A arte da guerra - Cap 01 - Estimativas

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  5. Memem , sou de poucos amigos.
    É que tenho medo de gente!
    E desses poucos amigos peço
    sempre a Deus que o ciclo
    permaneça sempre aberto,
    em uma caminhada continua
    de conhecimento do bem.
    Que o nosso ciclo caminhe, que nossas
    experiências sejam mútuas e que sejamos
    assim , bem assim como somos sempre...
    'Mas sem preguiça tá'
    Eu nunca pude encerrar , fechar ciclos...
    Sou inteira demais pra encerrar caminhadas
    bonitas...
    'Mas eles sempre se fecham
    sozinhos por ser inevitável'.
    Meus beijos pra vc sempre querida minha..

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  6. Segurança para sentimento!
    Oh, esqueça e siga.

    Bj.

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  7. Ela ja sabia tentar sempre...beijo Lisette.

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  8. Que boa parceria...
    Poesia e crônica, Déya e Milene, diferentes nos estilos mas, parecidas no talento!
    Abraços!

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  9. É minha amada, mais uma dobradinha por-re-ta! Eu sigo aqui com preguiça da preguiça que ando rsrs. Melhor nomeá-la assim.
    Beijuuss, pras moças amadas, n.a.

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  10. - Miléia, de Alagoiás, e Deylene, de Goigoas... Este é um ciclo que promete. Parabéns às duas, e beijos em número par.

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  11. Moças, deixar o coração vazar assim nas palavras faz nascer estes textos lindos assim... ainda que encerrar ciclos não seja tão lindo assim... é apenas necessário.
    Beijão pra vocês...

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