sexta-feira, 20 de maio de 2011

O PRINCIPEZINHO DIFERENTE



Num reino distante nasceu um principezinho branquinho feito a neve. Já no seu nascimento o menino se mostrou um guerreiro, dizendo pra todos viveria, apesar de ter vindo com algumas diferenças de fabricação.A cada dia sua coragem era mais admirada. Teve que ficar quase um ano guardado, protegido para não se tornarem ainda mais acentuadas essas diferenças e um dia enfim pode ir pra casa, onde todos os esperavam cheios de amor.

O tempo passou e o menino saiu pra conhecer outros lugares, aonde tudo era bonito, tudo muito colorido e organizado. Nem imaginava que cantinhos assim não haviam sido feitos pra ele, pois as  pessoas de lá gostavam de manter tudo sob controle, evitando qualquer tipo de imprevisto em sua rotina beirando à perfeição.

Por este motivo a chegada do principezinho fez franzir a testa de algumas dessas pessoas. E não por serem más, elas eram boas, praticantes da caridade e adoravam ensinar que todos os seres humanos são iguais. Então, por serem tão generosas e se importarem, passaram a chamar aos meninos e meninas com defeitinhos de fabricação de “especiais”. Mas achavam que os especiais bagunçavam um pouco o cantinho organizado e mantido com tanto cuidado, então preferiam que gente igual ao principezinho não caminhasse por lá,a fim de manter em ordem o dia-a-dia tão bem articulado do lugar.

As pessoas bacaninhas queriam continuar gostando do menino, dizendo o quanto ele era especial e ensinando as outras crianças a acharem o mesmo, mas se fosse possível, gostariam de exercitarem sua bondade mantendo certa distância do principezinho, sugerindo, para seu próprio bem, a sua permanência  em casa, onde estaria a salvo de qualquer perigo. 

O principezinho foi descobrindo sobre as complicações em ser diferente e percebeu que bem melhor do que a condição de especial era ser um menino como outro qualquer, mesmo carregando seus defeitinhos pra um lado e pro outro e se sentando no meio do pátio quando lhe desse vontade.

Só queria ir e vir...
Só queria ser um menino.
As pessoas do lugar  perfeito saberiam que ele jamais desistiria...

Ou esse mundo desandou de vez, 
ou é muito injusto fazer um pequeno ser, 
desde cedo, ser submetido à tanta provação. 
Eu não os conheço, o menino e a sua mãe, 
apenas me indignei e me solidarizei. 
Caso não tenham entendido nadinha do meu palavrório 
e quiserem saber mais, sigam-me os bons!

Leia no Sete Ramos

14 comentários:

  1. Que as pessoas aprendam que todos são iguais, e ninguém precise mais ser chamado de "especial" e sim de amigo, beijão Mi.

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  2. Todos temos que nos indignar om fatos assim...Incrível mesmo!

    beijos,lindo dia,chica

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  3. - Mi, você é incrível, maravilhosa, única! Cada dia me deixa mais apaixonado!
    - Beijos, beijos, beijos...

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  4. Mi..Eu gosto muito de vc. Vejo em vc uma sinceridade impar.Lindo seu coracao.
    Bem postado a sua escrita.
    O especial tem suas limitacoes mas deve ser tratado como igual. Por um so motivo. ele 'e igual.
    A capacidade de superacao e desafios....
    Numa sociedade preconceituosa como a nosssa, que prefere sublimar...
    Fico indignada com este tipo de coisa....
    Cabe a cada um de nos rever s nossas atitudes...e deixarmos de ser egoistas..
    bjkas...obrigada pela sempre gentil visita e comentario que sempre alegram o meu coracoa.
    Adoro a sua inquietude do bem.
    M aFerreira

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  5. Supera quando suapera a si, bom final de semana e muita paz, abraços

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  6. Tu num izisti muié... rssss

    Curvo-me a tua excelência...

    DeussssssssssskiaJude o Minininho...
    Tatto

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  7. Eu percebi logo do que se tratava, pois já estava ciente do problema envolvendo o garotinho!
    Eu acho que a sociedade, e suas instituições tem que encarar que, já que não somos espartanos, temos que estar preparados para receber a todos em toda a parte, inclusive os que tem limitações em determinados aspectos, e parar de agir como se estas pessoas não existissem!
    Não deveria ser necessário que alguém tivesse que exigir seus direitos ou os de seus filhos!
    Isto deveria ser dado naturalmente!
    Abraços, Milene!

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  8. São esses contos de verdade que
    mexem com o coração de quem o tem ..
    E cresce uma revolta por esses que nãoo tem ..

    Você é de fato um ser incrível ...

    Meu beijo ah você sempre ..

    Ps: Ontem não consegui ficar,quer dizer hoje né...
    rsrs já eram quase 2hrs da madruga...
    Quando vi, desliguei tudo no susto rsrsr

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  9. Nessa semana que passou aconteceu algo parecido numa família negra da inglaterra. Um bebê louro nasceu para eles. Coisas da genética, disseram os médicos depois de todos os exames feitos para comprovar o que eles já tinham certeza.

    Muito legal isso.

    Bjs.

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  10. AMIGA: VISITE O BLOG DA MINHA AMIGA VIVI..
    O POEMA POSTADO POR ELA É OBCENAMENTE LINDO!!

    O link é: http://videcampos.wordpress.com/2011/05/20/amor-em-pedacos-versos-47/

    Ma Ferreira

    Fiz o meu cometário sobre a sua bela postagem acima.

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  11. Olá querida amiga, lindo, lindo, bela fábula, uma lição sempre.

    "O verdadeiro amigo é aquele que esta sempre nos ajudando a entender nossos erros e não para resolver nossos problemas."

    forte abraço

    C@urosa

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  12. Milene,

    quando tantas pessoas próximas nos atacam, sempre centrados nos próprios interesses e no individualismo, ler um texto como o seu, retratando nossa história com tanta sensibilidade sem sequer nos conhecer, renova minha esperança no futuro e no próprio ser humano.

    Obrigado.

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  13. Olá, Milene!
    São os diferentes que fazem com que percebamos que somos todos iguais - viva as diferenças!
    Bjs!
    Rike.

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  14. Ser diferente é ser diferente e pronto- EU NÃO ME PAREÇO COM VC!...
    Temos cá um bando de surdinhos nada especiais, viu... valem nada...como todos adolescentes.
    São pessoas comuns, com apenas uma exigencia, não querem ser chamados de deficientes e sim de SURDOS.
    Permita-me acrescentar um textinho tirado do perfil do meu filho, que não é surdo.

    Nós, os surdos, precisamos ser incluídos em nosso contexto social. Incluir não é dar oportunidade para mostrarmos nossa capacidade, pois não precisamos provar a ninguém nossa capacidade, a boa intenção não é inclusão. Inclusão é incluir pelos talentos e não pelas limitações. Todos nós, pessoas surdas queremos e devemos ser vistos como diferentes e não deficientes.
    (Depoimento de Vera Lúcia Lopes
    Dias-Professora e Surda)

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