quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

SOBRE O RISO, O OVO E A FALTA DE NOVIDADE



Fim de noite, meus pensamentos chatinhos deveriam estar desmaiando de sono, mas não cedem e eu fico aqui, confabulando comigo mesma sobre o quase nada. Antes dessa conversa emimesmada, proseava com Denise, na tentativa de não deixá-la ir dormir, afinal no meu relógio ainda nem era meia noite...

Falava sobre o quanto me causa trauma responder à pergunta “quais as novidades?”... Acho que sou a pessoa mais sem novidades dessa terra redondamente chata. Meu amigo Edvaldo tem a petulância de me ligar só pra lançar a pergunta infame, pois sabe o quanto me agrada. Vou pensar na hipótese de elaborar uma listinha de pequenas novidades desinteressantes, assim terei resposta na ponta da língua quando for questionada. Direi “Ah, não te contei ainda?”... E lanço qualquer bobagem com cara de novidade repetida.

O papo seguia e falávamos sobre o riso largo substituindo a vontade de deixar correrem as lágrimas. Ora! Quem já não sentiu essa comichão por chorar e desandou a rir sem parar? O riso é mágico. Se ele não anula por completo a tristeza, ao menos atua como um bálsamo e faz tudo parecer até suportável. Pra não deixar a dita cuja (tristeza) fazer morada e o riso largado, gargalhada despudorada, é um “agitório” e tanto... Agitório é uma palavrinha usada pela minha vó miudinha se referindo a algo que poderia ajudar numa determinada situação. Se no almoço a “mistura” não era suficiente, o ovo podia bem ser um “agitório”... Podia sim.

Novidade (falta dela), riso, tristeza... Ovo. Não sei como a prosa emimesmada trilhou esse caminho. Preciso arrumar um inspetor pras minhas palavras, elas adolesceram. O fato é que bateu saudade da vó, do minúsculo quarto de costura, onde eu me sentava no batente da porta a recolher os seus retalhos pra fazer roupinhas de boneca. E ela me ensinava a chulear, fazer pontos de espinha de peixe. E eu bagunçava a máquina dela, que sempre tentava lançar um olhar bravo, mas aqueles olhinhos sorridentes não nunca conseguiam completar a missão. Então compreendi a tristeza risonha da Denise, a impotência com a qual somos acometidos quando temos que desatar os laços. Tenho imensa dificuldade em desatar os laços, embora saiba que isso ocorre alheio à minha vontade.

Me despeço com a frase bacaninha deixada pela Denise lá no meu mural, antes de levar sua ansiedade risonha pra ir dormir: “A tristeza é um muro entre dois jardins”... Após a frase de Gibran, ela disse: “Vale apena não, né Mi?”... Vale não, Denise, vale não!

O amanhã nos reserva um imenso cesto de risos, amém!


12 comentários:

  1. Olá. estamos sempre em busca de novidades, e até saimos da rotina em busca dela! abraços

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  2. Miiii, quanto tempo, quais as novidades?! kkkkk

    Eu tinha um amigo que ao entrar no msn logo escrevia assim: 9dades?

    Ai que raivaaaaaaaaaaa! kkkkkkkkkkk


    Bjooooos!

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  3. Acho bão não... rss Milouquinha minha!!

    Os gonócios novitativos estão é muito apressados, numa velocitude a qual nos faz sentir obsoletos...
    Acabei de vir do blog da SANDRA onde pude compartilhar felicidades com ela, de receber uma cartinha escrivinhada aos póprios punhos das pessoinhas queridas dela....

    Sabe, lanço esse desafio a nóis meRmos...
    - Vamu tentar escrivinhar pra alguém querido "aos póprios punhos" e tentar entender o quanto aquela espera de que ela receba e responda, trás a cura pra esses cunversês amimesmados aquietando nossos coraçãos di alegrias...
    rss

    Beijo nesse curaçãozico pertadinho, mai chêi de alegria...
    Tatto/Xipan

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  4. Ué? Vc. é botafoguense? Ui coitada...kkkkk Já basta as tristezas de nossas vidas, e vc. que sofrer mais? para com isso menina, mude para o MENGÃO, ai é só alegria.

    Salve o MENGÃO!!!...RSRSRSRS

    Beijoss querida!

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  5. E como jardins não podem ter muros, pois a beleza das flores deve ser vista, sorria!!!
    Amiga, grata pelos parabéns deixados lá, nas minhas páginas.

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  6. Os laços...o desabrochar inevitável, hj o tema que desbota meu sorriso...quero logo ver a flores, daqui de cima do muro a imagem é irreal...

    Bjos, moça querida, "aproveitadeira" boa de meus ais...rsrsrs

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  7. Fico sabendo pela moça sem novidades: "Ensimesmada" é privilégio da Simone, "Agitório" é a forma carinhosa de "Ajutório" em Milenês e entre jardins floridos podem existir muros, que as risadas derrubarão como as trombetas de Josué derribaram as muralhas de Jericó. Quanta novidade, moça...
    Pos vamos fazer có-có-có para o ovo, kkk para as risadas... e três kisses para você.

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  8. Gostei das suas ideias para rebater esses chatos que perguntam pelas "novidades"!
    Acho que vou adota-las!
    Abraços, Milene!

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  9. Cada dia podem vir novidades e sempre esperamos pelas melhores. Se forem ruins, prefiro que nem venham,sr beijos,lindo dia,chica

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  10. É o que desejo tb, Milene, o tempo não para! Querida, passei para matar saudades e lhe desejar um FELIZ CARNAVAL, com muitas alegrias. Eu vou descansar tds os dias! Beijo imenso!

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  11. Pois é pois é, Uma vez Flamengo, Sempre Flamengo e sempre ei de ser....kkkkkkkkkkk


    Beijokas com estalos!!

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  12. Olá, Milene!
    Não vejo a hora de encontrar esse amanhã!
    Bjs!
    Rike.



    P.s.: adorei o título!

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