quarta-feira, 4 de julho de 2012

PALAVREANDO O SELO


A NATY , QUE DEVANEIA BEM QUE SÓ, ME RELACIONOU ENTRE ALGUNS PARA UMA POSTAGEM SELADA. FAZIA TEMPO EM QUE OS SELOS NÃO ME ACENAVAM E EU GOSTO DESSA BRINCADEIRA DE ESCREVER DESIMPORTÂNCIAS. PERGUNTEI: “POSSO FAZER DO MEU JEITO?”... RESPONDEU-ME QUE SIM, ENTÃO CÁ ESTOU A ENTREGAR-LHE RESPOSTAS ASSIM MEIO PELO AVESSO, DO AVESSO, DO AVESSO... QUE DE TANTO SE AVESSAR NÃO SE SABE DE QUAL LADO FICOU. BORA LÁ?


Ela quis saber o que me levou a criar um blog. Nada além da imensa curiosidade que me acomete. Uma vez Moisés Poeta disse: “criei um blog, quer ver?” ...  E fui no seu encalço, e fiquei. Lá se vão mais de dois anos de muita letra lançada, desbotada, viva... Muita letra. Além deste canto das crônicas (assim me disseram e eu fico toda prosa), mantenho o RELICÁRIO, onde compartilho as letras e canções de outrem. É um canto especial e muitas vezes fico constrangida de levar pra lá os verbos dos meus amigos por não ser tão visualizado. Mas se me dão essa ousadia, derramo tudo quanto é poesia e prosa da maior qualidade...

O parto das minhas postagens ocorrem sem muita previsão ou planejamento. Já tentei aquela coisa de programar posts, mas não dá, minha hiperatividade virtual não me permite. Tenho amigos que os fazem lindamente, outros amaciam seus textos ou poesia até o sentirem prontos e só então compartilham. Meu bagaceirismo diz: “vai lá e faz!”...

Nunca tive muito objetivo a não ser me comunicar com as pessoas, dizer-lhes o que caminha nessa minha mente ora insana, ora uma velha rabugenta. Se param para prestar atenção aos meus gritos ou sussurros, muito massa . Se além disso eu ainda faço amigos, fez-se festa no meu coração. Acumular vinte e cinco milhões de seguidores ou visitantes até de Marte, é bem distante do que eu sempre quis... Por enquanto, a ideia é estar por aqui, até o último instante que me for divertido.

Viagem inesquecível? Ah, sim. Éramos crianças, meu pai e um tio juntaram todos os seus rebentos – éramos bem mais que seis – numa caminhonete e seguimos viagem a Penedo, a uma hora daqui. Lá chegando, todos a bordo de uma balsa a atravessar o Rio Chicão e sua altivez, aportando em Neópolis, no estado de Sergipe. Boquiabertos e em êxtase com aquela imensidão de água, apreciamos cada segundo daquela travessia que não combinava tempo e intensidade. Foi minha primeira viagem interestadual e receio ter durado menos de uma hora até o momento de cruzarmos o rio de volta, mas duvido que qualquer outra tivesse sido mais divertida e prazerosa.

Meu livro de cabeceira é “Mar Morto”, do Jorge Amado. Mas receio que o mar já tenha morrido umas mil vezes, tanto é o tempo que o pobre está me convidando para concluir a leitura. Não sei porque a preguiça tem tanto amor pela minha pessoa.

Na minha bolsa três são os itens indispensáveis. Libriana que se preze nunca pode dar uma resposta exata. O pente, o batom e o dinheiro não podem faltar. A questão é que o dinheiro é um tanto desobediente, faz ouvidos de moucos e desaparece sem deixar rastro. Então, penteio o cabelo, avermelho os lábios e falo pro dinheiro que as coisas são bacaninhas quando ele se faz presente, mas não vem a contento, sigo mesmo assim.

Manias? Tenho mania de embrulhar meu amor, em variadas porções, e entregá-lo como se fosse a última gota de água no Saara. Não é preciso exaltar o amor, seja ele em qual nuance se apresente, é preciso apenas suavizá-lo e mantê-lo aquecido até quando valer a pena... A certa altura da vida é preciso aprender que imposições são chatas e desnecessárias. Por aqui, caminha-se pra isso... Caminhou-se bem, eu diria.

Doces preferidos seria a pergunta. Pudim e doce de leite são minha perdição. Ah, como posso desfavorecer o sorvete de coco e o pavê de bobom, que faço com perfeição, diga-se de passagem? Um só não dá pra responder...  E nem citei a tartelette. Formiga, abelha... Quem sou eu afinal?

Cantinho preferido em casa... Na verdade eu queria ter uma casa preferida, a minha. Estou me empenhando pra isso e acho que em breve acertarei na Mega Sena, que nem precisa ser acumulada. Dia desses até sonhei com três números, me esqueci de jogar. Talvez o faça quando os outros três números me aparecerem sonhados.

COMO SEMPRE, SUBVERTO A ORDEM E FORMATO DOS SELOS... AS FOTOS, LÁ HAVIAM DUAS, NA DÚVIDA, FICARAM. DESVIRTUEI TUDO, NÉ NATY? PERDOE-ME! AS INDICAÇÕES NÃO AS FAREI, DEIXANDO LIVRE PRA QUEM TIVER A FIM DE DESCER PRO PLAY. AS QUESTÕES DESCONSTRUÍDAS SÃO ESSAS EM DESTAQUE E SE ALGUÉM QUISER ESCOLHER AO MENOS ALGUMA DELAS E RESPONDER COMO COMENTÁRIO, VAI SER BOM QUE SÓ! BRINQUE COMIGO, BRINQUE...



18 comentários:

  1. Gosto de te ler sempre e gostei de tuas respostas, do teu jeito. Adorei a viagem com a família no Rio Chicão,rsrs beijos,lindo resto de semana!chica

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  2. Oi Milene....

    Uma delicia te ler... amei conhecer um pouco mais de voce!!

    Um beijo....

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  3. Olá, Milene!
    Ela fez muito bem em lhe convidar - muito bem mesmo!!!
    Bjs!
    Rike.

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  4. Adorei tua mania....

    (embolei a tristeza desde ontem)

    f e l i z e sorridente!


    beijo

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  5. Oi Mi

    Vou com você pro play a qualquer hora que você convidar, porque é bom demais.

    Desconstruindo você constrói a mais bela arquitetura de palavras e provoca em nós os mais deliciosos sentimentos. Que espetáculo que é te ler!

    Sou bagaceirinha como você, sento aqui com a cabeça oca, e penso: O que vou dizer? A resposta quem dá são meus dedos, alguns tac-tac do teclado depois posto, tão precipitadamente que é comum corrigir o texto depois de postado umas 20 vezes, troco palavras, corrijo pontuação e ortografia e assim vai indo minha literatura do improviso, minha descoberta do que sinto, que só os dedos sabem e me contam depois de escrito. Se programar (já aconteceu) quando leio não faz muito sentido pra mim, pois já não estou mais com o sentimento que moveu a escrita, só consigo me ligar às coisas que estou sentindo fortemente, porque não quero abrir mão da sensação maravilhosa que é o contato com o mais profundo dos meus sentimentos.

    Quando posto um poema o leio por alguns dias seguidamente a cada vez que atualizo a página do meu blog, o releio e escuto a música que postei com ele às vezes 10 vezes seguidas, só dando replay, durante alguns dias escuto aquela música, até que o sentimento que provocou o poema e a escolha da canção se vai, fico lendo e ouvindo, isso dura 2 ou 3 dias, com alguns dura muito mais, e mesmo postado há muito tempo até hoje rolo a página e vou lá ler o texto e ouvir a música, atualmente é assim com meu texto "No final", revezo a leitura dele e o ouvir a música dele com a leitura do meu texto e música atuais, quando o sentimento vai se dissipando e outro vai se achegando,os dedos vão se inquietando, é hora de escrever de novo.

    Tá vendo? Brincando, brincando contei todos os meus segredos.

    Oh, play revelador!

    Beijos

    Ideia: (que ruim não tem luzinha do pof Pardal pra ilustrar) *_*, voltando á ideia, vou postar isto em meu blog, até eu gostei de ler meu segredo exposto.

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    1. Pronto, agora vai lá no meu play brincar comigo, Mi

      Beijo

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  6. Oi querida!!!
    Faço minhas as palavras da Van: "Desconstruindo você constrói a mais bela arquitetura de palavras e provoca em nós os mais deliciosos sentimentos. Que espetáculo que é te ler!"
    Adorei!!!

    Bejus

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  7. Como ainda não provei
    O seu doce de bombom
    O de leite elegerei
    Por ser também muito bom!


    E a minha viagem inesquecível ainda não aconteceu. Beijos.

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  8. Oi, Milene, adorei suas respostas! Eu só deixo posts programados quando a inspiração está transbordando e eu preciso escrever naquele momento! E ainda assim só publico se estiver a ver com o meu dia (algumas estão no rascunho há meses!). Puxa, eu tenho a mesma mania que você, de entregar o amor como se fosse a última gota do Saara! Adorei, um abraço!

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  9. Você é, talvez, a Mi_nina mais quebradora (lindamente) de regras que conheço. E a gente a-do-ra conhecer essas intimidades convidativas e aproximativas...é como se estivesse aqui, bem aqui do meu ladinho.
    Beijuuss, subvertidos, n.a.

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  10. Querida Milene, eu já tentei programar postagens, mas tambem sou hiperativa virtualmente. Eu sou louca por pudim de leite, prefiro nem ver um por perto!
    lol

    Bjs

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  11. Muito bom, especialmente a tua viagem inesquecível...
    Me lembra que, long time ago, eu também fiz a travessia do velho Chico, ali mesmo, naquela balsa de Penedo...
    Good times!
    Bjs, Milene!

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  12. Quanto mais vc vira do avesso, mais perfeito vai ficando....

    Leitura fácil, gostosa, quando acaba o rosto tá sorrindo e o que era ruim a gente até esqueceu...essa é tua maior habilidade, pára não de fazer o bem, moça querida!

    Agora...tem muita viagem boa nesse mundão, né não, nega???
    Bjooooo

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  13. Coitadinho do ¨mar morto¨ !
    manda ele pra mim que eu leio pra você em voz alta pelo celular .

    Mas só se mandar também ,pudim , doce de leite , e o pavê de bombom que você vai fazer pra mim com perfeição .


    Adorei a sua quebra de protocolos !

    Beijo Gigante !

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  14. Oi Milene, adorei essa sua entrevista! Tento programar posts, mas quase nunca consigo. Amo pudim também, mas são tantos doces bons que fica até difícil escolher um. Bjão e bom fim de semana.

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  15. Querida Milene, sabe, muitas pessoas me falam sobre minhas poesias que parecem musicas e acho que voces tem razão. Falta colocar a melodia das notas musicais! Sobre me chamar de Menina Simone, que fofo, tenho amigos proximos que me tratam exatamente assim.

    Beijos

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  16. Oi Milene...
    Adorei sua entrevista do avesso do avesso...Ótima Semana!
    Beijos!
    San...

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  17. Oii Milene!
    "Escrever desimportâncias..." adorei!
    Passando para conhecer seu blog... e seguindo!
    Beijos!

    http://idasevindasdealyne.blogspot.com.br/

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