segunda-feira, 2 de julho de 2012

O FIM - DO FILME E DA MINHA POUCA PACIÊNCIA


Como é prática de todos os domingos, antes de me dedicar a qualquer outra atividade, inclusive o nada, escolhi um filme para aquele quase meio-dia. Me ganhou à primeira cena, pensei cá com meus botões aprendizes de cinéfilos: “acho que acertei, vem emoção e história bem contada por aí”. E sentei-me na poltrona a fim de degustá-lo.

Faz-me rir. Não sou lá uma crítica que se aproveite, feito o Leonel e a Camilinha o são, mas tentarei resenhar a fita maldita, que é pra vivente algum mais correr o risco de se corroer de ódio feito euzinha.

MARTHA é o nome do dito cujo. Conta a história de uma garota que passa dois anos sem dar mísera notícia a irmã, enfiada numa tal comunidade alternativa, que em hipótese alguma tem a ver com aquela cantada por Raulzito. O filme conta simultaneamente o retorno de Martha ao convívio familiar e a sua vida no lugar aonde lhe haviam pregado a purificação do corpo e espírito, o desprendimento dos bens materiais (salvo pelos roubos e assassinatos que eles realizavam), tudo comandado por um sujeito mais velho, bicho-papão de todas as meninas recebidas no local. Uma refeição por dia, pois segundo o “profeta”, o corpo não precisava mais que isso pra ficar bem; sexo à vontade, todo mundo era de todo mundo, desde que as meninas fossem dele primeiro.

Um bom enredo, instigante até certo ponto. Mas, à medida que a história se dava, eu me agoniava com a maluquez da garota, que não contava lhufas do ocorrido pra irmã e o cunhado, deixando-os completamente abismados com o seu comportamento estranho (tipo entrar sem cerimônia no quarto dos dois enquanto faziam amor, deitar-se quietinha ao lado como se normal fosse)... Mantive até o último instante a minha expectativa de que aquela relação conturbada entre as irmãs resultasse em algo emocionante, embora dramático. Cenas se passavam e nada acontecia, nenhum indício de resolução do que para a família era um mistério, a tal Martha mais abilolada, eu mais impaciente.

Querem saber o final do estrupício? Contarei, que é pra outro desavisado não cometer o desatino de assisti-lo. Pois bem, vendo se agravar a situação da maluquete, irmã e cunhado da mesma resolveram interná-la. Saltitei eu de contentamento, pensando cá com aqueles botões aprendizes que agora o negócio engrenava e viria o desfecho a contento de todos, o povo da ficção e euzinha, certamente a única expectadora dessa tristeza de filme. Então segue a cena, a sujeita variante das ideias dentro do carro, no banco de trás, quando de repente um sujeito atravessa o caminho, assustando o cunhado motorista. Nada acontece além do susto, o cabra entra num carro parado à beira da pista e segue atrás deles, num ritmo normal, sem sugerir perseguição. A guria arranja cara de pavor, espia a todo instante pra trás, lacrimeja e... Sobem os caracteres!!!!!!!!!!

Isso mesmo, fiquei eu com cara de tacho minutos a fio esperando as cenas dos próximos capítulos, enquanto subiam os letreiros indicando o fim da história. Que história, cara pálida??? Quem sabe lá o que raios aconteceu com a garota, se foi perseguida, se matou ou morreu, se enlouqueceu de vez? Gastei quase duas horas da minha vida-boa-aperreada a troco de nada. Filme duzinferno! E depois o povo não compreende porque aparece tanto terrorista no mundo. Em Hollywood já tem alguma facção? Bacaninha a ideia de ser fundadora de algo... 

18 comentários:

  1. Acontece. E a gente, sei lá bem pq, fica esperando que vá mudar o enredo e acaba vendo atéééé a subida dos letreiros. Fica burricida nauumm...logo chega outro domingo e escolha melhor virá.
    Beijuuss, solidários, n.a.

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  2. Menina,estes dias mesmo aconteceu comigo 2 hs de filme e no final
    eu não sabia ao certo qual foi a escolha do individuo o pior que o filme era bom com Harrison Ford e tudo!!
    Mas não tinha fim...ou eu nao entendi kkkk,mas deixa quieto valeu o aviso,beijos!

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  3. Eu também não tenho saco pra ver esse tipo de coisa...Passou o tempo.rs beijos,linda semana!chica

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  4. Vivemos tempos muito ruins na mídia, em todas elas. Má literatura, má música, maus filmes, não tenho dúvida que é o apocalipse.

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  5. Filme que se mete a dar lições - de moral, de psicologia, de vida ou mesmo de arte não presta pra mim. ENTRETENIMENTO, é a palavra-chave, e inclui uma certa saciedade preguiçosa após o "THE END". Isso vale inclusive para documentários. E não é porque gosto de futebol que vou gostar de um filme sobre a vida do Pelé.
    Lamento por você, menina... a única coisa boa que a Martha rendeu foi essa deliciosa resenha. Até quando resmunga você sabe cativar a gente!

    Beijos.

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  6. Olá, Milene!
    Tem filme que merece, ao menos, metade do nosso dinheiro de volta!!
    Bjs!
    Rike.

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  7. Hahahaha mas que ódio mortal desses filmes toscos. E hj em dia não é. Só os do tipo B. Não. Até grandes produções correm esse risco! Não sou tão boa em críticas como vc fala, mas sou viciada em filmes e séries. Vou anotar Quinta o nome desse pra passar longe! Beijos Mi...

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  8. Disgrama! Da próxima vez, deixe o preconceito de lado e pegue um filme nacional. Eu indico : Dois coelhos - O Palhaço e se quiser dar um sorriso gostoso sem maiores pretensões, Muita calma nessa hora.

    Beijos!

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  9. Hahaha

    Vai ver que o roteiro foi escrito por alguém que tinha acabado de sair de uma dessas seitas, ou seja: A cabeça estava oca, como é de praxe deixarem as cabeças dos pobres coitados que vão parar nestes lugares.

    Valeu o aviso, Martha never!

    Beijo Milene!

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  10. Agora eu fiquei com vontade de assistir ao filme rs rs rs.
    Um beijo grande

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  11. ahahaahahahahah
    seu filme vai fazer sucesso, talvez seja pirata e eles amputaram parte s]o para irritar o povo,hehehehhehh
    beijo

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  12. "Filme duzinferno!" :))
    Nós somos simples consumidores, Milene, e raramente procuramos na prateleira certa.

    Beijo :)

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  13. Kkkkkkkk!
    Dói de tanto rir!
    O cara não sabia como acabar a p... do filme, aí sobem s letras salvadoras e fica para você a responsabilidade de imaginar o fim!
    É isto que eu chamo de embromação!
    Me lembra aqueles anos dos filmes "cabeça", lá pelo início dos 70s, quando um tal de Ingmar Bergman nos mandava lá da Suécia uns filmes onde quse ninguém falava ou fazia nada, só louras sérias com olhares enigmáticos, silêncios enigmáticos e de repente, tudo terminava sem maiores explicações...
    Acho que a história era para ser deduzida pelo espectador...
    Tinham uns caras que diziam ser "genial", o que me deixava com o maior complexo de burrice, pois para mim, fora só um par de horas perdidas!
    Adorei sua resenha, Milene!
    Bjs!

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  14. Oi, Milene, eu não conhecia o filme e agora que nem quero conhecer, hahaha. Um abraço!

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  15. Ooooi!!!
    Terminei o post meio tarde ontem e acabei não conseguindo avisar ninguém, hehehe.
    Agora o aviso oficial ;):
    ~~> Tem presente pra você lá no blog! Passa lá ;)

    Hehehehe
    Bejus

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  16. Diversão pura.Isso que chamo de começar bem a quarta. Anotei essa coisa que foi produto da tua resenha na lista do que não assistir. Ei, se ainda não viu, veja Estômago, um filme brasileiro que me surpreendeu.Um abraço.

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  17. Olá.
    Seu blog é muito legal,gostei,parabéns.
    Até mais

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  18. Nunca tinha ouvido falar desse filme, Milene. E pelo visto continuarei sem passar perto dele! rs bjsss

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