terça-feira, 11 de setembro de 2012

E O AMOR, COMO VAI?


A questão é que preciso de um belíssimo pretexto para postar uma “leitura” que fiz de um poema do João, o Esteves, meu amigo e clareador das minhas desidéias literárias. Sim, o canto de postar coisas alheias é lá no Relicário, meu canto das preciosidades dos meus amigos. Mas eu postei o mesmo poema não faz assim tanto tempo e então pensei que ter dois blogs havia de ter uma valia maior. Trafiquei pra cá o “Ainda” do João, lido por essa voz de pura nordestinidade que sou euzinha de Lima. Eu acho o termo “declamar” pomposo demais, responsa demais, e como fujo de responsabilidade feito meu gato André fugia da água, deixo o lido pelo não declamado e pronto!

Ah, o título? Eu não tenho nada a dizer sobre o amor que já não tenha sido dito antes. Cabra estranho que só! Tem medo de mim, eu acho. E agora lascou-se porque eu pouco estou me importando com a sua aparição. Bem ensaiei um texto mais contundente, meio em solidariedade à minha amiga Rafaela porque a bichinha ficou indignada com uma postagem lá no FB, de uma moça candidata a vereadora de Sampa que fez uma brincadeira infame, preconceituosa, medonha e mais tanto mais de absurdez, mais uma vez regando os canteiros da intolerância e preconceito contra os nordestinos. Muitos devem ter apoiado essa moça, muitos votarão nela. Então depois eu me lembrei da história contada a mim sobre a minha cunhada, sobre uma mãe que segurava pela mão sua filhinha de sete anos, à beira da estrada, quando um motoqueiro chutou sem piedade a menina, lançando-a longe. O resultado da covardia foi a menina ter as duas pernas e um braço fraturados, além de machucar a cabeça. Foi apenas divertimento e a motivação e o fato realmente aconteceu na semana passada, nos arredores da minha cidade.

Pensei em dissertar reflexões políticas sem muita convicção sobre o Onze de Setembro, suas causas e efeitos, mas são tão recorrentes, dia após dia - em menor escala aos olhos de quem observa, tão sofrido quanto na pele de quem o sente – os “onze de setembro” mundão afora, que eu preferi evocar o amor e tentar esquecer o quanto podemos ser estúpidos humanos. Somos feios, somos feios!

Bonito mesmo, lido ou declamado, é o poema do João. Bora ouvir?



19 comentários:

  1. Uau heim, tá envolvente..rs
    Mas, verdade é um belo poema.
    Beijos!

    ResponderExcluir
  2. A poesia supera todas as tragédias da vida, eleva a alma até onde precisa estar! abraços

    ResponderExcluir
  3. Lindo poema,bem declamado!Adorei ouvir!beijso,chica Gosto muito lá do João!

    ResponderExcluir
  4. Te amo, te quero, te gosto,
    Em poesia ou lero-lero,
    Onde Esteves com teu rosto,
    Te gosto, te amo, te quero...


    Parabéns ao Esteves, beijos a ti.

    Bravo!

    ResponderExcluir
  5. Acabo de ler seu novo post aqui, Milene, com o mesmo agrado que ouvi sua declamação - ou leitura, como você prefere - do Ainda, já conhecido de seus leitores. Encontro já quatro comentaristas que aportam suas sempre interessantes observações. Envolvente pra Si, poesia na função de elevadora da alma pra Ives, a boa declamação destacada pela Chica, mais a habilidade e humor do RR numa quadra a propósito, tudo muito muito bom. Reouço então o registro sonoro e confirmo o que achei de primeira: espontaneidade é o que percebem meus ouvidos nesse pouco mais de um minuto de voz feminina com sotaque alagoano a dizer meu texto antigo de um jeito pra mim totalmente novo.
    Agradeço muito, Milene, sua apreciação pessoal, contribuição vocal e divulgação.

    ResponderExcluir
  6. Belíssimo poema do João. Expressão máxima do querer bem.

    Parabéns pela linda voz.

    Abraços.

    ResponderExcluir
  7. Que lindo! Amei!
    Bem, passei bons meses longe, não é?! A faculdade, alguns probleminhas pessoais, novidades e mudanças me deixaram com o tempo escasso. Pense numa maratona, é a vida. Bem, há algum tempo que não passo por aqui. Se observar, até o meu perfil é novo. Ou seja, perdi todos os blogs que seguia. Fui então, nos arquivos antigos de meu blog, para encontrar você e alguns bons amigos nossos nos comentários lindos que me deixavam. Só assim pude vir até aqui para escrever-lhe, me aconchegar no teu cantinho e te seguir novamente, claro! Assim não te perco de vista. Adooooro esse lugar!
    Beijos,
    Débbie.

    ResponderExcluir
  8. Tenho um gosto, imenso, em ouví-la...declamando ou lendo pouca me importa...sinto-a aqui bem garrada e isso me basta. Então teve um gato de nome André? Nome lindo de viverrr! Pq será, será pq?kkkkk Da poesia nada tenho a declarar que já não tenho sido...e que me perdoe o poeta João, mas não estou em tempos de querê-lo por perto...não por hora!
    Beijuuss, doces, minha Mi_nina

    ResponderExcluir
  9. Milene, infelizmente, as coisas que mais me chamaram a atenção no teu texto foram justamente as mais desagradáveis, pois coisas assim me incomodam muito!
    E eu acabo ficando raivoso, coisa que não deveria!
    Acho que não era esta a tua intenção, mas comigo funciona assim!
    Sinto um certo instinto de anjo exterminador!
    A verdade é: parece que, neste país, sempre que algum candidato lança alguma ideia idiota, consegue eleitores idiotas em número suficiente para elege-lo!
    Oxalá tais coisas comecem a mudar, mesmo que de cima para baixo!
    Beijos, querida!

    ResponderExcluir
  10. Um título perfeito: Te quero. Adorei, Milene, 1 min e 5 segundos de poesia intensa. Beijão!!!! =)

    ResponderExcluir
  11. uauuuuuuuuuuuuu Milene que lindo! Muito muito bom, muito lindo!

    ResponderExcluir
  12. A Paz de Cristo,

    Visitar seu blog alegrou meu coração as suas palavras contagiam.
    Te espero no meu cantinho, vc é especial para o Blog Fruto do Espírito.

    Com todo afeto esperando sua visitinha... e também sua presença como seguidora, retribuirei o carinho!

    http://frutodoespirito9.blogspot.com/

    ***Lucy***


    P.S. Visite também:

    http://discipulodecristo7.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  13. A leitura, impecável na narrativa cadenciada desse sotaque cheio de um "bamboleio" só encontrado pelo nordeste, mostra um poema quente, que quando ouvi pela primeira vez (sim, voltei!) remexeu-me em algum lugar...e pensei, que talvez nesta estação da vida...que não seja a última, mas seja eu por ele querida...

    Lindo João Esteves, provocante, Mi_nha querida...
    Bjo duplo pra vcs!

    ResponderExcluir
  14. OI MILENE!
    TENS RAZÃO, COMO PODEMOS SER "HUMANOS", FEIOS E ESTÚPIDOS MESMO.
    MAS,UM SER QUE SE DIZ GENTE, NÃO PODE AGREDIR UMA CRIANÇA PARA SE DIVERTIR.
    "DECLAMASTE" MUITO BEM, CONSEGUISTE PASSAR EMOÇÃO EM TUA LEITURA DO TEXTO.
    ABRÇS
    zilanicelia.blogspot.com.br/
    Click AQUI


    ResponderExcluir
  15. Eu penso que a poesia, é a prova de que ainda ha esperança para essa humanidade, desesperada, desenfreada e estupida é a prova de que o amor ainda move corações, prova de que ainda ha seres cheios de sentimentos, convicções e ideais, nem tudo esta perdido.

    Curti muito a poesia e sua declamação sincera.

    Abraços

    ResponderExcluir
  16. Oi Mi

    Se no meio de tanta feiura a belezura vem e apaga todo o choque causado pela cena da menininha atirada longe, toda quebrada por puro divertimento da crueldade, me encho de esperança, o amor e a beleza ainda podem muito!

    Que voz mais belezura! Que poema mais belezura!

    Uma semana cheia de belezuras pra você!

    Beijos

    ResponderExcluir
  17. infelizmente o mal ainda impera na sociedade, mas sinto que lentamente pequenas mas definitivas mudanças estão chegando e alterando idéias e atitudes.
    beijos

    ResponderExcluir
  18. Acho que eu e vc pensamos bem parecido em relação ao amor viu! Hehehe

    ResponderExcluir