sábado, 10 de agosto de 2013

ENQUANTO GIRAM OS PONTEIROS


Gosto muito das poesias de amor que moram nos livros ou as que vão morar numa canção. Eternizam-se de qualquer maneira, que massa! "Meu amor, foi tanto amor, que eu quis que fosse eterno até morrer", é o que canta e me emociona a Monique Kessous. Talvez esse meu gostar em demasia se dê porque eu jamais seria capaz de dizer o amor assim tão intensamente... Ou senti-lo. Sentiria? Sentirei? Quem haverá de saber, se os ponteiros do relógio caminham sem dar a menor ousadia para esse meu alvoroço sentimental? Mas, atente, o que denomino ‘alvoroço sentimental’ não implica dizer que há morando cá dentro de mim um amor qualquer, amor maior, amor forte e demasiado que só! É que eu, feito você, feito o sujeito que habita o lugar mais longínquo do planeta, sou composta dessas substâncias estranhas e causadoras da movimentação sentimental. E por vezes a sensação da sentimentalidade é tanta que nem eu nem você sabemos direito o que fazer com ela. O mais racional seria esperar passar, feito uma ventania breve, embora forte? Quanta tolice! Desde quando essa ebulição permite o adequado emprego da razão? Sentimentos são senhores de si, entram e saem quando bem lhes convém e pouco se importam com a fervura que provocam. O sujeito sentimentalizado que dê jeito na sua questão, que trate de agir com um tanto de bom senso e não se deixe morrer... Por que segundo diz o poeta, e poetas sabem como ninguém das coisas do amor, “melhor mesmo é morrer de amor e continuar vivendo”. Enquanto giram os ponteiros e os sentires, alimentarei o corpo, pois do meio dia já se passou mais de uma hora. Um beijo!


Arapiraca, tarde friazinha de sábado, aos dez dias do mês oito.


12 comentários:

  1. Ah, já amei e morri tantas vezes que nem me incomodo de amar e morrer outros tantos.
    Um beijo

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  2. Os ponteiros não param de girar e enquanto te lemos, passam mais ainda.LINDO!" beijos,aqui um frio, chuva, quer mais/rs beijos,chica

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  3. de tanto morrer de amor virei um espírito apaixonado. Bjos.

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  4. Depois da ressurreição sim! rs
    Um beijo grande

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  5. o amor sempre o amor...ele nos governa a todos aqueles que sentem realmente,os amorosos são seres especiais, com amor ou sem ele vivemos amando, e amando significa o amor e o desamor, o êxtase e as lágrimas sofridas
    Beijo Milene

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  6. Postando pouco vc? Imagina eu! Mas entendi e vim correndo atender seu chamado. Sentimentalidade pura? Baum dimaisss da conta sÔ. Que girem os ponteiros da relógio, dos dias, semanas...assim gira a VIDA e vivemos mais coloridos, nascemos e morremos com/por ele(s), mas o amor...ah o amor é aquele tempero secreto que disse-lhe lá embaixo. Tá frio por aí? Pois mande prá cá que aceito de bom grado e se for possível com um montão de chuva.
    Beijuuss

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  7. É... dizem que o tempo cura o amor, mas...

    Meu ponteiro dos minutos
    Já passou da hora cheia
    Mas nesses tempos fajutos
    Tá longe das seis e meia...


    Beijos, moça do tempo.

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  8. Bom mesmo é morrer amando, enquanto de amor se vive...

    Que girem os ponteiros, vagarosos, enquanto alimentamos os sentires!

    Bjos, moça querida... adorei!!!

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  9. Que lindo minha amiga!
    Você sabe escrever de tudo um tanto hein!

    Falar de amor é sempre bom!

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  10. Esses ponteiros não interferem no sentir. E o amor desejamos viver, sem pensar em fim. Bjs.

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  11. Uau!!!

    Morrer de amor e continuar vivendo é o sonho de todo mundo certo?

    É eu sei que é isso! hahahaahaha

    Beijos

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