quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

PAR DE ÍMPARES

São muitas coisas relevantes para dissertar nessa madrugada que não sabe se é chovida ou não. Pois bem.

Pra começo de conversa desimportante, chamo a atenção para a questão do piadismo desenfreado na voz e trejeitos malfeitos de quem não tem o menor talento para tal. Poxa vida! Hoje fui vítima desse atentado e vos conto: o negócio é constrangedor. A pessoa já perde a graça pra mim quando começa ela mesma a sorrir antes de nem iniciar a coisa. E quando diz “vou contar uma agora muito engraçada”, valha-me Deus! Eu quero ser abduzida, porque é certo a ausência do riso e disfarçar fica estranho que só.

Hoje, depois da décima piada infame e eu sem esboçar mero sorriso bege, de costas pra pessoa fingindo ocupação, escuto: “A Milene não deu nem uma risadinha”... Como eu poderia, pai do céu? Rir por obrigação é a coisa mais descabida que há. “Ah, ri sim, é que estava de costas e você não percebeu”... Menti.

Cadê o zodíaco que não previu essa passagem vergonha alheia no meu dia? Previsão mais sem vergonha, bora combinar. Hoje foi só pra dizer que eu cuidasse bem do par... Par de meias? Par de jarros? Par de chifres? Não, essa terceira opção, por motivos de logística, está fora de cogitação.

E também não previu as pataquadas que eu cometeria contra a minha própria sanidade, perdendo coisas, perdendo dinheirinho, perdendo a paciência.

Que é também quando eu perco a paciência se alguém me liga e diz um “quem está falando?“... Aí a pessoa não pode ser fofa e meiga, a educação tira uma licença ligeira. Aconteceu essa semana quando vejo saltitante o nome do meu irmão numa ligação e quando digo “alô”, a pessoa do lado de lá, que definitivamente não era o meu irmão, faz a pergunta fatídica.  “Oxente, minha filha, você não ligou? Então sabe com quem quer falar. Diga logo que eu tô com pressa”, respondo com toda deseducação possível. A vozinha mansa do outro lado, tadinha, responde: “É que você ligou pro meu marido. Esse número é do meu marido”...

Como assim? Estava lá, dançante, o nome do irmão que é meu e aquela moça não era nenhuma cunhada que era minha. Mutante, doce, educada e suplicante, falei: “Moça, não se separe não. Algo estranho aconteceu, mas liguei foi pro meu irmão, deve ter havido alguma confusão da Tim, eu sequer conheço o seu marido”. Ela pediu desculpas por incomodar e desligou. Tomara não tenha ido ferver algum caldeirão de água para fins de crime passional desmotivado.

Chega! Que as previsões do zodíaco de amanhã (que já é hoje) são outras e o par há de vir. Nem que seja um par de chinelos pra eu usar de forma ímpar... Um pé calçado, outro no chão, filosofia de quinta, meu irmão!


Dormirei de roxo, que é pro zodíaco não se virar contra minha pessoa crédula que só... que não. Um beijo!


10 comentários:

  1. Milene, sempre espirituosa e olha que rir por obrigação não está comigo,não!!! Ninguém merece! E esse telefonema? Como será acabou por lá?rsss,, bjs praianos,chica

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  2. Xiiiiiiiiiiiiiii! O ¨Zoróscopo¨ não funcionou. Mas rendeu um bom texto.
    Um beijo grande

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  3. E eu tenho pouca tolerância a pessoas que parecem que não entendem o que falo, e respondem de forma vaga, sem nenhum sentido ao que falei; e olha que procuro esmiuçar o que quero dizer! abraços

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  4. Essa pessoas que ligam pra gente e perguntam com quem estão falando tiram a paciência de qualquer um! rsrs E eu não sou mt bom pra rir não. E hoje tem um bando de metidos a humoristas. Haja, viu... rs Adorei a postagem. bjssss

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  5. Também sou sovina com risos por obrigação. Tá doida? Eu hein! E esse telefonema truncado? Corria o risco de virar folhetim das nove rsrs.
    Beijuuss Mi_nina

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  6. Eu não ouvi as piadas, mas estou a rir de seu relato. Não se consegue fazer isso, rir sem vontade, por mais que queiramos deixar a pessoa contente.
    Esse telefonema, que coisa!!! Não tenho muita paciência com ligações e vou logo descartando as pessoas. É que ficamos cansadas de tanta inutilidade via telefone. Bjs.

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  7. Oi, Milene! Tem dias assim, recheados de pataquadas, e não há como escapar. Uma amiga minha tinha uma teoria: "quando o dia começa estranho, termina estranho". Quando li o livro "O segredo", dizia o contrário... que quando o dia começa estranho, é só pensar assim, muuuito em coisas boas, que você consegue reverter o quadro.
    Seja por força do destino, seja por incompetência minha (kkkk), sempre comprovei que a teoria da minha amiga era a correta... e seu texto só me fez confirmar isso, ahahaha.
    Acho que tem que aliar pensamento positivo, reza braba, uns galhinhos de arruda e uma boa previsão do horóscopo para dar aquela ajuda extra, hahaha.
    Ainda bem que dias estranhos passam logo, né?
    Um abraço!

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  8. Ah, e uma vez recebi um telefonema desses no meu serviço... a mulher dizia que ia "me pegar" na saída... ainda bem que consegui convencê-la de que não havia saído com nenhum homem casado. Vixi! Ótimo domingo!

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  9. Cena de sangue num bar, em Arapiraca! Quem sabe o que esta ligação errada não desencadeou!
    Vê se tecla direitinho, e confere antes de enviar, pra não ser responsável por barbaridades conjugais! Kkkkkkkkk!
    Bjs, Milene!

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  10. Oi Mi!
    Esse zodíaco, olha, não nos favorece, hahahahaha!

    Bjus

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