domingo, 20 de abril de 2014

QUE SE AME...

Meio dia e quase quinze minutos desse domingo, vinte de abril. Há tempos aqui sem uma letra sequer e embora me falte motivação, me sobra uma espécie de remorso como se estivesse abandonando um amigo querido. Não se deve nunca abandonar os amigos querido, ora. Então, resta-me torcer para que ele, meu querido e estimado bloguinho, se aguente porque eu estarei sempre voltando. Estarei sim.

Hoje um tanto emocionada, olhos marejantes  porque acabei de ver uma matéria com dizeres bonitos sobre o Luciano do Valle. Sujeito massa! Eu gostava, desde sempre. Era a voz que eu buscava pra ver jogos de toda espécie, em tempos que odiava quando a TV deixava de passar as novelas pra transmitir jogos chatíssimos. E depois eu não achava mais os jogos chatíssimos.

Quando morre alguém assim, do mundo da fama, tende-se a comentar que fulano só ficou falado e querido porque morreu. “Por que não falavam dele antes?”. Eu acho estranho a pessoa ter que ficar dizendo que gosta desse ou daquele profissional da TV ou música, ou esporte, com medo de que o sujeito venha a partir dessa pra outra que não se sabe se é melhor ou pior. A pessoa gosta e pronto. E é normal que sinta essa despedida sem consentimento. Mas, talvez eu deva inventar umas palavras bonitas pra algumas pessoas previamente listadas, da raça dos famosos, que é pra quando eles desavisadamente morrerem, eu dizer: “eu já gostava deles que só, posso provar!”. Melhor não, né? Deixem-nos viver.

Falemos, pois, de vida. Celebração e amor. Afeto com jeito de domingo. Mas também de sábado e segunda feira que é feriado. Tiradentes foi bacana, empurrou o seu dia pra uma segunda-feira que é pra ninguém ter do que reclamar. Sujeito esperto. Mas, bem, falemos então dessa celebração, da vida pontuada das pessoas que eu amo. Das pessoas que eu presunçosamente sei que me amam bem muito. No dia que se escolheu pra lembrar do índio, das mazelas, do desrespeito, da intolerância contra o povo que de verdade é o dono dessa bagaceira aqui, nasceu a minha preta mais galêga de toda a Alagoas. Falei com ela não, só por palavras digitadas. Mas entre nós, eu e ela, as palavras se tornam desobrigadas. O sentimento é coisa que flui tão naturalmente e isso me encanta. Hoje, num domingo de Páscoa, num vinte de abril cheio de boniteza, o Jean também celebra a sua vida. Serei redundante se contar o quanto eu me sinto forte e bem quando olho pro lado e sei que ele está lá? Discordo dessa coisa de anjos serem de asas e viverem aonde nem se sabe. Jean, meu irmão, é anjo terreno, é sujeito imperfeito e generoso. É daquelas pessoas que a gente sente um afago no peito porque conheceu e fez convivência com ele. Sorte minha. Sorte nossa. Amém! E amanhã, no vinte e um que pertence a Tiradentes esquartejado, minha tia Minim é a que rouba a festa. Melhor ter cuidado ao chegar aqui e proferir equivocadamente esse apelido dela, que se chama Emília, mas desde sempre ganhou esse mimo do qual não se agrada muito. A nossa arenga é constante, é sim. Parecemos mais duas irmãs, embora seja ela bem mais velha, do que tia e sobrinha. E como tal, da arenga pra o dengo desmedido é um passo curtíssimo.

Três datas. Três amores aconchegados no meu peito que não é de mãe, mas cabe um bocado de bem querer. Três vezes eu sou feliz porque de tantas vidas espalhadas por essa imensidão de mundo, foi na minha que eles pousaram feito pássaros que chegam pela manhã pra cantar o dia.


Obrigada.


9 comentários:

  1. [é só preciso que a alma
    se baste
    com o sal, o sol e o calor
    do amor]

    beijo

    ResponderExcluir
  2. Lindo te ler e tens grande amor que cabe sempre e sempre mais!

    Feliz Páscoa e tudo de bom sempre! beijos,chica

    ResponderExcluir
  3. Sempre tão lindo ler você, Milene! Pois é, ando vendo os colegas nessa ressaca blogosférica... mas hoje acho que só excluirei o blog no dia em que eu quiser sumir do mundo - dia, que espero, nunca chegue. Vez por outra estaremos por aqui, nos visitando, já velhinhas e felizes, de preferência. É bom comemorar a vida de quem amamos e de quem pousa em nossos corações como um afago. E sentir saudades de quem se foi, ainda que seja uma figura ilustre que mudou nosso ponto de vista sobre algo. Abraços, gosto de ti!

    ResponderExcluir
  4. Eu abandonei o meu blog assim que comecei a vida acadêmica, pela falta de tempo ou falta de organizar o mesmo. Mas excluir ele, acho que nunca vou, é um filho pra mim.
    Gostei muito do teu blog!

    Beijo

    ResponderExcluir
  5. Oi Mi!!!
    Meu cantinho tá meio abandonadinho também. As postagens tem exporádicas(é com s ou com x??), mas ainda vive.
    Feliz Páscoa, atrasadin!

    Bjus

    ResponderExcluir
  6. Gostei do texto. Ba verdade morri de rir de vc querendo fazer homenagem abtes do povo morrer só pra procar que já gostava deles antes kkkkkkk

    Só vc mesmo...

    ResponderExcluir
  7. Tudo junto e emendado
    Faz um grande feriado...

    (O passarinho curioso voltou.)

    Beijos.

    ResponderExcluir
  8. Ah remorso por abandonar aqui? Pois tenha e muito! Pois se abandonou aqui imagina os amigos que fez?! Sinto-me uma adulta abandonadíssima docê. Pronto falei! Mas não me importo, venho, converso fiado e à vista tb e fica tudo bem.
    E os dias de chocolate? O coelho passou por aí? E amanhã já é quinta e já já mais um feriado.
    Beijuuss Mi_nina abandonadora.

    ResponderExcluir
  9. Ainda bem que vc nunca abandona, Milene. Seu blog agradece e nós, leitores, também. Luciano do Valle era um grande narrador e sua morte foi um choque. Aliás, ele, José Wilker, Paulo Goulart... Ano cruel esse.

    bjsss

    ResponderExcluir