domingo, 7 de dezembro de 2014

SEM MAIS...


Para esse fim de sábado eu bem queria arranjar boa letra para esparramar por aqui, feito a batatinha quando nasceu.

Aliás, a coitada da batatinha sofreu da mesma síndrome da “letra substituta” da qual sofreram a Menina Veneno do Ritchie e a canção do Claudio Zolli, cujo título eu caducamente esqueci, pois não é? Desde miúda aprendi que a batatinha quando nasce se esparrama pelo chão, mas o pobre tubérculo jamais se esparramou, ele simplesmente deitou ramas pelo chão, como fazem os da sua espécie. Assim como o abajur da Menina Veneno é cor de carmim e não cor de carne; e na vitrola do Cláudio Zolli tocava B.B. King sem parar... De biquíni sem parar não havia seu ninguém.

Isto dito, eu afirmo que a cantoria da letra errada era mais divertida em todos os exemplos dados e eu seguirei infringindo-as.... eu acho.

Sinceramente não sei sobre o que escrever para compor esta postagem... Quem sabe, talvez, sobre a inauguração da mensagem natalina da Globo, que estreou esta semana. Muito empolgante. Bacana de ver como a televisão brasileira pode ser incrível e se superar na criatividade a cada ano. Agora mesmo estou com o coração em chamas emotivas, vendo os artistas todos se abraçando e sorrindo tão espontaneamente que me comove. Cena jamais repetida, senão nos últimos trezentos anos.

Coisa que me faz falta nesse começo de festejos natalinos é ouvir em todos os minutos dos dias de dezembro, a Simone, aquela, lembrando que então é Natal. Já pensou se ela não existisse pra nos cantar insistentemente a data? Obrigada, Senhor, pela existência da Simone, por torna-la cantora vestida de Iemanjá de calças e fazê-la morar nas nossas mentes, todos os anos, por um mês inteiro perguntando o que fizemos. Somos fortes.

Hoje me encontro numa condição de trauma um pouco saliente, pessoas. O moço do carro preto, sorridente que só, perguntou onde estava o David. Eu não sei quem é o David. Eu sequer sei direito quem sou eu própria, quiçá o David. Fingiu desconforto por eu não reconhece-lo, insistiu: “você é a mãe do David, não é?”. Respondi que não, mas despertei para a realidade quando ele citou o nome do pai do Deividi e eu de imediato lembrei do primeiro nome não chamado do filho da vizinha lá da frente. Apontei-lhe a verdadeira mãe e fui obrigada a escutar, porque apesar da iminente velhice, surda ainda não sou: “mas parece demais, viu?”. Emiti um sussurrante “obrigada”, já querendo ir até a pista morrer, para depois voltar. Definitivamente eu não queria naquele instante ser a mãe de ninguém, muito menos a referida mãe. Rimos muito. Mas Isabella me garantiu que eu sou linda, então tô confiando.

Entendeu? Deixa pra lá. Vou ali descobrir quem eu sou, se sou de fato eu, ou ela... sei lá.

Um beijo meu. Super meu.


10 comentários:

  1. Primeiro, liiindo banner!!! :DDD Milene, a música que citou do Cláudio Zoli - cantor que sempre gostei e sumiu - é Noite do prazer. Pior que cantar errado a letra da música - e ainda fazer isso se achando como eu, kkk - é cantar errado uma letra em inglês e descobrir que a filha, fazendo curso de inglês por indicação da mãe, está sendo corrigida no embromation! É Dose! Agora, ser mãe de filho alheio, é pior ainda... e ainda mais se o estereótipo da moça não for bem aquele à qual se gostaria de ser comparada. Quer saber? Odeio comparações... você é ótima como é. Isso é o que importa. Um abraço!

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  2. Puxa escrevi um monte e sumiu...
    O texto, como sempre, maravilha!
    Eu gostei do banner, mas gostava do fusquinha hahahahaha.
    Tenha uma linda semana.

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  3. [ também não sei quem sou.....
    e assim vou me manter até que passe um novo ônibus. rs]

    beijo

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  4. Milena estou aqui nas pegadas da Bia Hain, adorei! pra quem está sem assunto foi ótimo te ler. Saiba que muitos de nós se sente assim . Quando me acontece saio fazendo city tour pelos blogs e descubro pérolas motivadoras. Prazer imenso em chegar aqui. abraços.

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  5. Estou aqui anestesiada de tanto ter gostado do texto. Sou andarilha de mim nos dias que me sinto perdida!... beijoooOs

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  6. Pois é, Milene, eu fui campeão na arte de não entender direito certas letras de músicas e cantar com a tal "letra fake", ou substituta...
    Confesso que levei anos até entender que o Tim Maia não estava "tocando de biquíni sem parar"...E que a Carmen Miranda falava "south american way" e não "salsa, amor e canoeiro" ...Kkkkkkkk!
    Bjs!

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  7. Espero muitíssimo que já tenha se recuperado. Não foi mole não a comparação, mas o pobre moço deve bem de ser como eu, péssimo fisionomista e Isabella tem razão ao lhe acalentar.
    Muitos beijos
    Marlene

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  8. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Mi

    quase morri, não sei se de rir ou de decepção por ver minhas letras de música desqualificadas assim, a verdade às vezes dói.

    Na confusão do ser seguem os natais com a mídia tentando pontuar e nos dizer quem somos...eu não acredito!

    Beijos

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  9. Isso pq não sabia sobre o que escrever , vejamos vc falou de música, natal, enganos risos e sobre não saber ... Acho que sem querer escreveu bem demais ... !!!

    Quem nunca cantou errado ou lembrou que Simone existe mt mais nessa época do ano?
    A mídia pinta uma felicidade instantânea que nunca existiu !!

    Beijo

    PS : BANNER SHOW . MAS E O FUSQUINHA ?kkk

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  10. Acho que eu sou a única pessoa que gosta dessa música da Simone e ainda se emociona quando escuta..rs A mensagem de fim de ano é sempre a mesma coisa mas virou uma marca do fim do ano. E essas suas aventuras por aí são sempre boas ... rsrs bjs

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